EdC no Brasil: um novo impulso

 

O encontro de Emmaus e Giancarlo com as comissões regionais da Economia de Comunhão (EdC), o Conselho Administrativo do Polo Spartaco, com empresários de todo o Brasil e alguns estudantes marcou uma nova etapa da Economia de Comunhão (EdC) no Brasil. Eram aproximadamente 90 pessoas, reunidas nos dias 11 e 12 de abril, na Mariápolis Ginetta.

A programação do encontro incluiu entre outros aspectos a retrospectiva e reflexão sobre as ações EdC ultimamente, bem como propostas de ações globais. O ponto alto, porém, foi a presença de Emmaus e Giancarlo, cujas respostas reacenderam o ardor para aqueles que ali estavam e que ao longo de 22 anos desenvolveram os diversos campos de atividade na área.

Giancarlo ressaltou a dimensão profética da EdC: “É a experiência de pessoas que acreditaram nas palavras de Chiara. É a experiência do profeta, que traz uma realidade nova, por parte de Deus, mas atravessa o deserto das dificuldades. Isto preenche a sacralidade desta experiência”. Giancarlo falou ainda sobre o momento no qual Chiara lançou a EdC: “O que mais me impressionou foi quando, antes de falar, ela ficou quase um minuto em silêncio. Eu acho que aquele foi um momento de diálogo com o Espírito Santo. E entendi melhor isto vindo aqui, ao Brasil. A inspiração de Chiara foi uma anunciação. Creio que é preciso colher esta dimensão de encarnação. Vocês estão vivenciando isto”.

Emmaus ressaltou o que havia dito no dia anterior ao visitar o Polo Espartaco, localizado próximo à Mariápolis Ginetta: “É preciso fazer crescer a comunhão dentro do Polo, mediante a ajuda recíproca entre as empresas; entre os Polos, com as outras realidades do Movimento, da Igreja e do mundo. Quanto mais crescer a comunhão, mais o Espírito Santo nos fará descobrir o passo a ser dado”.

Na apresentação de EdC para Emmaus e Giancarlo, o mapa do Brasil apresentava de modo detalhado a distribuição dos polos e das empresas no país, assim como o número de ajudados com os recursos destinados aos pobres. O projeto conta hoje com 154 empresas afiliadas e simpatizantes, dentre as quais oito estão instaladas nos Polos Spartaco (SP) e Ginetta (PE).

Durante o encontro dos diversos agentes de EdC foram apresentados os desafios atuais como a necessidade de formação para os empresários em geral e o acompanhamento das empresas em dificuldades de forma mais sistematizada, além de investimento na divulgação da cultura EdC

Luis Collela, de São Paulo, membro do Conselho da Associação Nacional por uma Economia de Comunhão (Anpecom), resume bem as várias impressões recolhidas durante o evento: “Este encontro deixou uma forte marca. Podemos dizer que existe um antes e um depois da visita de Emmaus e Giancarlo. A comunhão que nós experimentamos foi tão profunda que suscitou um ‘fogo’ novo. Todos saíram daqui com o desejo de proporcionar novos momentos de comunhão, e prontos a repensar a tarefa de cada um na EdC. Recebemos um chamado. Uma vez já dissemos sim, e agora é o momento de recomeçar”.

 

A EdC no Brasil hoje

O Brasil conta com dois polos plenamente constituídos e um terceiro em fase de construção (Françoise Neveaux). O primeiro deles: Spartaco, localizado a 4 km da Mariápolis Ginetta, nasceu para ser como um “farol” da EdC no país. Foi formado em 1991, através da ESPRI, que é uma sociedade anônima e seus recursos operacionais são canalizados sob a forma de participações, provenientes da subscrição de ações ordinárias e preferenciais.

Para a construção deste polo houve uma grande comunhão de bens dos pioneiros da Economia de Comunhão, incluindo empresários e pessoas que acreditaram que era possível concretizar a proposta lançada pela fundadora dos Focolares, Chiara Lubich. Hoje, o Polo possui sete empresas instaladas e 4.050 acionistas. Quanto ao Polo Ginetta, em Recife, foi criado em 2002 através da empresa por participação Polo Empresarial do Nordeste S.A., tendo seu primeiro galpão inaugurado em 2007. Atualmente possui seis empresas e 1.050 acionistas.

Em 2005, nasceu a Associação Nacional por uma Economia de Comunhão (Anpecom) com o objetivo de representar no mundo civil a Economia de Comunhão no Brasil, de forma mais institucionalizada, bem como para trabalhar no desenvolvimento da EdC no Brasil. A entidade tem site próprio (www.anpecom.com.br) atualizado constantemente e que permite o aceso a vários links, incluindo trabalhos acadêmicos já realizados sobre EdC.

Neste sentido, há ainda o Centro Filadélfia de Estudos, Pesquisas e Documentação, nascido também em 2005, com a proposta de dar apoio aos estudantes, pesquisadores e professores que realizam trabalhos sobre o tema, bem como coordenar o desenvolvimento de uma teoria econômica da EdC no Brasil.

(Com a colaboração de Regina Luz Vieira e Carla Cotignoli)

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