Preparado com empenho pela comunidade do Movimento em Abaetetuba, o Projeto Amazônia, uma parceria entre o Movimento dos Focolares e a CNBB, começou num clima de alegria e acolhimento aos 45 “missionários” provenientes de vários estados do Brasil: São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Sergipe, Maranhão, e muitos do Pará, em particular da cidade de Belém. Era assim inaugurada a 5ª edição do Projeto em Abaetetuba, que se realizou de 29 de junho a 9 de julho.

Os abaetetubenses, de forma muito acolhedora, hospedaram os missionários em suas casas, o que se configurou como uma ocasião ímpar para interagir e conhecer-se mais profundamente, penetrar na realidade local e no objetivo do Projeto.

Este ano o Projeto foi realizado na Paróquia de Nossa Senhora de Nazaré, formada por três grandes comunidades.

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Foram visitadas 950 famílias, cerca de 1.500 pessoas, que vivem em um bairro constituído em sua maioria de famílias menos favorecidas, pessoas idosas, jovens e crianças. O primeiro dia foi concluído com a Missa celebrada por Dom José Maria Chagas, bispo de Abaetetuba, que, com uma grande sabedoria, tocou os corações de todos, aumentando ainda mais o “ardor missionário”. Tudo se desenvolveu numa grande unidade e em forte sintonia com a Igreja.

Nos dias seguintes ocorreram visitas ainda às comunidades de Nazaré e do Sagrado Coração, iniciando sempre com um momento de comunhão e meditação. Os missionários se espalharam pelas ruas em grupos de três ou quatro integrantes, todos imbuídos da mesma certeza: iam ao encontro de “Jesus” no irmão para anunciar Deus Amor, fazer-se ‘um’, amar a todos e por primeiro… Cada visita era um dom de Deus, uma grande acolhida, uma situação diferente de dor, de abandono, de pobreza, de diálogo com irmãos de outras igrejas, contatos recuperados… Olhares luminosos, com semblantes transformados.

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Essa disponibilidade e interação fazia com que a presença de Jesus crescesse a cada dia e todos pudessem experimentar uma alegria nova por ter se doado, mas ao mesmo tempo a constatação de ter recebido tanto.

Fez parte da programação um contato com um técnico da EMATER – Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará, que forneceu orientações sobre a importância do consumo de hortaliças, seus benefícios para a saúde e como cultivar hortas caseiras.

Uma “Caminhada pela Paz” chamou a atenção da população local, que saiu às portas e janelas e alguns até uniram-se ao grupo. Animados por um carro de som, cantos, mensagens, balões brancos davam não só visibilidade ao Projeto, como também distribuíram alegria.

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A Ação Cidadã, em parceria com a Defensoria Pública do Pará, foi um serviço concreto à comunidade beneficiando aproximadamente mil pessoas. A equipe do “Balcão do direito” da Defensoria Pública do Estado do Pará, em parceria com o Projeto Amazônia ofereceu serviços, como emissão de documentos (RG, CPF, Carteira de Trabalho, Registro de Nascimento, cartão do SUS), orientação jurídica, teste de DNA “pai legal”, vacina contra a gripe suína etc. Os agentes do Projeto deram sua contribuição efetiva nos trabalhos de atendimento, preenchimento de fichas, orientação às pessoas nas filas, chamando a atenção da equipe da Defensoria que ficou edificada com a organização e a competência, como eles mesmos disseram.

Acao Cidada

Houve ainda vários momentos de descontração, como a Noite cultural; uma tarde na praça da Matriz com canções, chamando a atenção de quem passava ou morava perto; assistir juntos ao jogo do Brasil e em seguida jantar com comidas típicas e quadrilha junina.

Um momento simples e bonito foi um encontro com cerca de 44 crianças para quem foi falado sobre o Dado do Amor. Simultaneamente houve um encontro com os pais das crianças e outros casais, cerca 25 pessoas, muitos deles participantes do Movimento Casais com Cristo. Foram aprofundados, em grupos, os temas da Revista Cidade Nova: “Espiritualidade na família” e “Muita calma nessa hora”. Como um dos temas tratava da adolescência, foi oportuna a participação de um jovem, que contribuiu com a sua experiência dizendo que “os pais devem se antecipar no diálogo sincero com os filhos de modo a chegarem antes da tecnologia, mas que os pais também devem aprender a lidar com a tecnologia para não serem surpreendidos”.

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O Projeto se concluiu com uma missa celebrada pelo pároco, Pe. Carlos Antônio, que na homilia agradeceu publicamente aos envolvidos no projeto. “Estes foram dias de graças e sinto que a nossa paróquia não é mais a mesma. Aquilo de que mais precisamos é de Unidade e esses dias de Missão vieram nos ajudar e seria muito bom se pudéssemos continuar… Os leigos têm a força da Missão e nós podemos nos organizar como Paróquia”, afirmou.

Cristiane e Carla, vindas do estado de São Paulo, contaram: “Queríamos fazer uma experiência diferente daquelas às quais estávamos habituadas, então decidimos vir para o Projeto Amazônia. No início não imaginávamos quão intenso, profundo e imediato seria nosso relacionamento com todos que estavam trabalhando em prol do Projeto. Durante dois dias ficamos inseridas em uma ação popular para emissão de documentos. Foi um grande aprendizado e no final tivemos uma resposta: as pessoas da organização nos agradeceram dizendo terem ficado felizes com a produtividade e a força de vontade dos voluntários. O clima e a alimentação são muito diferentes, o que foi algo também para ser superado. Mas durante toda a semana nosso coração foi se enchendo com as experiências de cada momento junto a essa outra cultura do Brasil. Sabemos que a partir de agora temos uma visão mais ampla de muitas situações difíceis que antes só víamos nos noticiários. Enfim, foi realmente marcante para nós. Entendemos o quanto Deus nos ama por nos oferecer essa oportunidade”.

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“Foi um chamado a me esvaziar. Algo que vai servir para a minha vida futura”, declarou Nathalia, do Rio de Janeiro.

“O Projeto é algo lindo, que vai nos apaixonando devagar. Foi surpreendente poder visitar as pessoas em suas casas, encontrar os idosos, doentes e muitos irmãos evangélicos. Se tivesse que resumir tudo em uma palavra, seria FÉ! Às vezes deixo-me abater pelos problemas, mas escutando essas pessoas, pude ver o quanto a fé no Deus vivo, ajuda-os a enfrentar grandes problemas. A fé está acima de tudo!”, concluiu Eduardo, de Abaetetuba.

Acompanhe mais detalhes do Projeto Amazônia no blog


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