Concluindo a semana do Projeto Amazônia 2014 na comunidade Magnificat e outros povoados da zona rural do município de Itapecuru-Mirim (MA), realizou-se a Mariápolis, encontro típico do Movimento dos Focolares, que nesse contexto ganhou roupagem e cores especiais, a riqueza de um povo lutador e com uma profunda fé. Os próprios protagonistas contaram sobre aqueles dias:

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Com muita alegria, música e dança, iniciamos a Mariápolis 2014, com a presença de mariapolitas vindos das várias comunidades do Maranhão, enriquecida com a presença dos voluntários do Projeto Amazônia e um grupo de 21 pessoas de um projeto social da zona rural de ‘Branquinha’, do estado de Alagoas. Participaram 17 pessoas pela primeira vez, sendo que no total os participantes da Mariápolis chegaram a 180.

Raimunda e Joel, lavradores de Magnificat, fizeram a acolhida aos participantes, apresentando cada comunidade com uma canção regional, a farinhada, que contagiou a todos. Viver o amor que Jesus trouxe à terra, colocando em prática a “arte de amar” foi a lei que norteou toda a vida da Mariápolis.

A experiência da Escola Maria do Rosário, de Magnificat, contada por professores e monitores, mostrou como essa “arte” vivida no dia a dia do processo educativo, nas relações com os alunos e suas famílias, demonstra-se o método de formação por excelência. Outro momento marcante foi a narrativa feita pela presidente da Associação das Quebradeiras de Coco de Itapecuru-Mirim a respeito da história da associação, as dificuldades e conquistas dessas mulheres. Em seguida, um clima de festa e alegria com a apresentação do “Tambor de Crioula”, típico das comunidades quilombolas.

Houve momentos dedicados à vida de família e ao sacramento do matrimônio e, ainda, ao conhecimento da vida das comunidades, com as conquistas desse povo da zona rural maranhense, suas experiências carregadas de sofrimentos e levadas em frente à luz do carisma da unidade.

Bastante importante foi a apresentação do SERCOM (entidade jurídica que rege os trabalhos da Obra Social Magnificat) e alguns que prestam consultoria junto a esta Associação, que explicaram a sua função de colocar-se a serviço das comunidades, especialmente de seus membros mais desfavorecidos, ajudando-os com o próprio trabalho a recuperar sua identidade.

A comunidade de Branquinha, próximo a Maceió (AL), se apresentou, relatando que em parceria com os bolsistas da Universidade Federal de Alagoas, eles desenvolvem junto ao Instituto Mundo Unido um trabalho envolvendo assentamentos de “sem terra”. Esse projeto tem a participação do Movimento dos Focolares e da AMU (Associação Mundo Unido), buscando a valorização humana e cultural através da prática do amor recíproco. Para muitos deles, a experiência da Mariápolis foi uma novidade, como afirmou um jovem: “Fiquei impressionado pela receptividade desta comunidade, pela alegria que aqui se encontra, pela fé deste povo. Temos muito que crescer para que o nosso projeto chegue a esta dimensão, mas aprendemos bastante nesses dias”.

Com um vídeo em que Chiara Lubich fala aos jovens sobre “Jesus é o caminho”, a Mariápolis dedicou seu último dia à realidade juvenil, com muitas experiências de vida cristã contadas pelos próprios jovens presentes, em especial as que falavam sobre a escolha de Deus que os leva a rejeitar o consumismo e viver a comunhão de bens, com um amor radical aos irmãos. Logo depois, um jovem de Magnificat levantou-se e expressou seu desejo de não deixar que se apague a luz acendida naqueles dias. Imediatamente outros uniram-se a ele e naquele mesmo dia nasceu o grupo de “Jovens por um Mundo Unido” de Magnificat, já com a data marcada para o próximo encontro. Foi marcante a presença dos jovens durante toda a Mariápolis, com uma resposta imediata à proposta de viver o amor. Um deles comentou: “Fiquei impressionado por um fato que aconteceu aqui na Mariápolis, quando os jovens de Magnificat organizaram o futebol para às 6 da manhã pensando em quem ia viajar. Para eles, foi um sacrificar-se por amor. A partida foi ótima, mas o que me tocou foi ver como eles se fizeram ‘um’ conosco, sendo verdadeiros anfitriões. Vi o amor recíproco vivido na Mariapolis e volto renovado”.

A Santa Missa, celebrada na capela do povoado foi um agradecimento único a Jesus pela aventura divina vivida naqueles nove dias de realização do Projeto Amazônia, culminando com a Mariápolis, e entregando a Ele os propósitos feitos, os pactos realizados, os fortes relacionamentos construídos, pedindo-lhe força e luz para continuarmos a levar em frente o mundo unido que Ele nos confiou.

No final, a troca espontânea de impressões não deixava dúvida que foram dias de grande alegria. Um jovem evangélico comentou: “Gostei de tudo, mas o que me deixou feliz foi ver que Jesus estava sempre em nosso meio nesses dias, também na oficina de violão”. E outra jovem: “Sou do povoado Felipa, uma comunidade quilombola não muito perto daqui; sou a única jovem líder da minha comunidade e levo comigo o que aprendi aqui na Mariápolis. Volto muito feliz”.


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