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“Lembrando o aniversario da morte de Ginetta Calliari, queremos agradecer a Deus pelo seu testemunho e pelos numerosos frutos que brotaram da sua vida”. Assim falou o bispo de Osasco, dom João Bosco antes de dar início à solene missa celebrada no dia 8 de março na lotada Igrejade Jesus Eucaristia na Mariápolis Ginetta. Ele declarou seu total apoio ao processo de beatificação, que teve início e conclusão em sua diocese, “para que o exemplo da sua vida seja conhecido em toda a Igreja e no mundo”.

Nesse dia que marca o 14º ano do falecimento de Ginetta, co-fundadora do Movimento dos Focolares no Brasil, foram muitos os testemunhos dos frutos da sua vida apresentados pouco antes, no auditório da Mariápolis. Profunda a sintonia que emergiu com a atual Campanha da fraternidade sobre “Fraternidade: Igreja e sociedade. Eu vim para servir”.

“Nesses dias, quando a situação política brasileira nos provoca mal-estar e inquietação, Ginetta nos mostra o caminho como cidadãos”, destacou o diretor da editora Cidade Nova, Klaus Bruschke. “Por isso, este ano gostaríamos de lembrar Ginetta como mulher cidadã, pessoa preocupada com a pólis, com o bem comum, com a construção de relacionamentos fraternos e solidários” salientou a vice-postuladora da causa de beatificação, Sandra Ferreira Ribeiro.

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Palavras que tiveram confirmação pelo atual vereador de Sorocaba (SP) Antonio Caldini Crespo, que promoveu, quando era ainda deputado estadual, uma sessão solene dedicada a Ginetta na Assembleia Legislativa de São Paulo e a lei que deu o nome de Ginetta Calliari a um viaduto em uma rodovia do estado. Ele colocou em evidência o seu encontro com Ginetta e com a Mariápolis em 2000: “Eu tinha como ideal uma política saudável, mas não sabia como traduzi-lo na vida. Ginetta representou para mim o sentido do meu envolvimento político e o caminho”, declarou.

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Um professor universitário batista, Eliassaf Assis, presente com a esposa e uma filha, contou a sua experiência de sociólogo que usa o livro de Ginetta “O Evangelho, força dos pobres” nas suas aulas e de como já desde adolescente admira o conteúdo do livro que marcou a sua vida a partir do momento em que seu pai o encontrou em uma caçamba de lixo no Rio de Janeiro. “São experiências revelam a importância de estar junto aos necessitados quando o desejo é realmente o de ajudá-los na sua autopromoção”, disse o sociólogo.

Em seguida, foi a vez da professora Maria Santos, de Osasco (SP) que, convidada por Ginetta, abandonou a sua amada profissão de professora de educação física para assumir a escola do Bairro do Carmo (localizada próxima à Mariápolis Ginetta) que corria o risco de ser fechada e de deixar de servir assim aos mais necessitados. No início eram 41 alunos, em seguida mais de 500. Por fim, Silmara Sousa, de Salto (SP), contou sua experiência de cristã a serviço da população mais carente através de seu trabalho na Prefeitura.

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A ocasião contou com a presença de outras personalidades, como um casal de amigos judeus, Dr. Carlos Barbouth e sua esposa Elsa, do Conselho de Fraternidade Cristã Judaica de São Paulo; amigos budistas da Rissho-kossei-kai de São Paulo; o vice-prefeito de Vargem Grande, Prof. Carlos com a esposa Fabíola, e o ex-ministro Dr Walter Barelli.

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Tocantes foram as palavras de Ginetta mesma, num vídeo registrado ainda em 1992, na abertura do curso da Escola Social Igino Giordani, para o aprofundamento da Doutrina social da Igreja que, naquele ano tratava o tema “O Estado e a política”. No seu discurso, de impressionante atualidade, ela convidava a “abrir o coração a toda a sociedade, a passarmos de um espiritualismo individualista a uma caridade social”, a “tomar sobre nós o peso de situações dolorosas por vezes sem soluções, amar Jesus nas chagas da humanidade”. “A Política para nós – dizia – significa assumir os problemas de toda a sociedade. E observando a suas estruturas, contribuir para revitalizá-las, humanizá-las e renová-las, impregnando-as do perfume do Céu”. Ginetta observava que “a presença ativa dos cristãos nas estruturas de governo pode ajudar a devolver o mundo a Deus e Deus ao mundo”. E conclui com as palavras de Chiara Lubich – hoje também ela Serva de Deus: “´É preciso injetar mais sobrenatural na política, mais mística na pratica, mais sabedoria no governo, mais unidade entre todos”.


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Commenti

  1. Graça Rocha

    Como foi importante retornar as mensagens de Ginetta nesse momento em que vivemos. Retorno a minha verdadeira identidade como cristã e filha de Chiara, para ser um verdadeiro contributo para o meu país.

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