Jovens, adolescentes e adultos do Movimento dos Focolares, juntamente com amigos e colegas de trabalho, uniram forças para construir um fragmento de fraternidade com as crianças da Casa do Menor, em Miguel Couto, município de Nova Iguaçu (RJ).

Na manhã do dia 4 de outubro lotaram um ônibus levando consigo brinquedos e alimentos como doação para a Instituição. A viagem foi animada e durou aproximadamente uma hora. O objetivo era comemorar o dia das crianças, mesmo se antecipado.

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Chegando lá, todos estavam muito ansiosos para encontrar as crianças. Foram até a capela e, com elas, jogaram o Dado do Amor para tirar uma palavra a ser vivida durante o dia. Dividiram-se por grupos de faixa etária para a entrega dos brinquedos e no pátio receberam e abriram os brinquedos.

As crianças, jovens e adultos sentaram-se no chão e brincaram juntos. Foi um momento muito divertido! Logo depois, serviram um delicioso almoço preparado pela equipe de alguns adultos do Focolare e voluntários da Casa do Menor.

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Na parte da tarde, o jovem Jhon, coordenador da Casa do Menor, apresentou um vídeo do trabalho que eles fazem de resgate indo ao encontro das pessoas marginalizadas nas cracolândias. Foi muito forte, principalmente para alguns que estavam indo ali pela primeira vez. Tocados da experiência, sentiram o quanto ainda têm e podem dar, partindo com o desejo ardente de retornar e se doarem concretamente.

Na segunda parte da tarde, fizeram um momento de troca de experiências da Palavra de Vida de Setembro: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mc 12,31). Alguns jovens contaram suas experiências de como viveram esta palavra e de como foi o dia com as crianças, uma mais linda que a outra. Finalizaram lendo juntos com a Palavra de Vida de Outubro: “Por isto todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.” (Jo 13, 35).

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“Passar o dia com as crianças foi muito divertido e repleto de alegria. Foi um exemplo vivo da palavra do Evangelho ‘dai e vos será dado’”, escreveu um dos participantes da atividade. “Fomos à Casa do Menor para doar carinho e disposição e, em troca, ganhamos amor em cêntuplo! Em cada olhar pudemos ver Jesus, que imensa alegria!”, escreveu outro.

Todos ficaram contentes e já querem voltar para passar mais tempo na Casa do Menor. Foi uma experiência incrível e de forte unidade com todos!

 

Quem começou essa experiência voluntária na Casa do Menor

Meu nome é Stephane Fioravante, tenho 23 anos, sou recém formada em Relações Internacionais. Trabalho em uma empresa de segunda a sexta-feira e, aos sábados – sempre que posso – sou colaboradora da Casa do Menor.

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A empresa na qual trabalho tem uma iniciativa que é um programa chamado “Envolver”. Ele se desdobra em diversos aspectos: sustentabilidade, voluntariado, desenvolvimento… E no aspecto do voluntariado eu sou um pouco mais ativa.

Quando, no início do ano, tivemos uma reunião na empresa para entender que foco teríamos no voluntariado de 2015, comentei sobre a Casa do Menor e a ideia foi bem acolhida. Combinamos que iríamos com os membros da comissão do voluntariado conhecer esta e outras instituições sugeridas naquela reunião. Depois da reunião enviei alguns vídeos, explicações e tudo o que eu tinha de material institucional da Casa do Menor para os responsáveis na empresa. Algum tempo passou e a agenda das pessoas nunca batia para agendarmos a visita, até que, numa tarde, recebi um email perguntando o que eu achava de fazermos uma ‘Campanha do Agasalho’ entre os funcionários e colaboradores para a Casa do Menor. Prontamente respondi que sim, e só depois me lembrei de que era importante verificar isso com a própria instituição. Falando com um dos coordenadores, entendemos que grande providência era aquela, pois ele tinha recebido há pouca uma lista de uma das funcionárias com todas as necessidades urgentes da instituição… e adivinhem? Lá estava na lista: “agasalhos”.

Fizemos a campanha e arrecadamos uma quantidade bastante significativa de agasalhos, em todos os tamanhos, o que era ótimo, pois a Casa do Menor acolhe desde bebês até adolescentes, e precisam mesmo de bastante variedade. Encerrada a arrecadação, combinamos de ir até a instituição entregar os itens e aproveitar para passar um dia por lá e apresentar a instituição fisicamente ao pessoal da empresa. Passamos por quase todas as sedes, com exceção de duas que ficavam mais distantes, e foi uma experiência linda. Parecia que a cada casa que visitávamos, especialmente na casa com os bebês, víamos a humanidade renascer nos meus colegas de trabalho e em mim, que tantas vezes nos perdíamos no ambiente corporativo e frio do dia a dia. E assim começou a história com alguns funcionários da empresa e a Casa do Menor.

Depois deste dia, sempre vinham colegas da empresa perguntar se a instituição precisava de algo, traziam doações, conversavam e pesquisavam sobre aquela realidade que era nova pra eles. Neste meio tempo vivemos muitas experiências juntos. Eu vi renascer o sentido do porquê Deus havia me colocado naquela empresa. Eu sempre sentia forte que ali Ele me pedia algo, e nas pequenas coisas entendia minha missão… mas já há algum tempo vinha me questionando se ainda era isso que Deus me pedia, estar ali, pois já não via um sentido maior, que fosse além do trabalho em si.

Dentre todos os colegas de trabalho, havia um casal que traziam sempre brinquedos como doação. Muitos brinquedos. E sempre em boas condições. Os brinquedos eram de seus filhos e eles queriam ensinar aos meninos a importância de sermos solidários e compartilhar o que temos com o próximo.

Os brinquedos não paravam de chegar, toda semana eles deixavam um saquinho novo no estoque da empresa e avisavam que ainda mandariam mais um pouco.

Enviei uma mensagem para as gen (jovens do Movimento dos Focolares) falando dessas doações de brinquedos que estavam chegando e que ainda iriam chegar e propus que organizássemos uma tarde de jogos com as crianças da Casa do Menor para a entrega e também para comemorar a festa do dia das crianças. A ideia se expandiu e pensamos de fazer uma atividade com Jovens por um Mundo Unido, Movimento Juvenil pela Unidade e a comunidade local.

A data pensada foi o dia do meu aniversário, 04 de outubro. Quem me conhece um pouquinho sabe que tenho um carinho muito especial por esta data. Sinto como se realmente recebesse uma graça toda especial para celebrar o dom da vida, e nesse ano tinha sentido esse desejo de comemorar, ainda que de forma mais simples, com as crianças de lá.

Até que chegasse o dia da entrega dos brinquedos, nos engajamos em algumas atividades. Para ajudar a arrecadar recursos fomos vender alfajores e doces em um evento da Comunidade Shalom, fizemos uma tarde de “oficina de brinquedos” para fazer uma triagem nas doações, consertar aqueles brinquedos que precisassem, e embalar todos para presente. Nessas pequenas atividades já víamos os frutos que chegavam. A providência, os jovens que se alegravam em poder conhecer mais o Movimento, outros que ficavam felizes em ouvir sobre Chiara Luce… Já na preparação para o dia 04/10 vivemos muitas experiências e víamos a Vontade de Deus se manifestando a cada momento.

No dia que passamos na Casa do Menor estavam presentes pessoas de muitas realidades: Gen, JPMU, MJU, Focolarinos, Voluntários, Aderentes, FN e até pessoas que ainda não conheciam o Movimento dos Focolares. Para mim, foi muito forte a experiência de ver alguns dos meus colegas de trabalho também participando, inclusive aquele casal e seus filhos.

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Um momento que eu considerei particularmente belo foi o que descrevo a seguir: uma certa hora, um dos meninos da Casa do Menor descobriu em uma das caixas de presente um jogo com alguns bonecos que possuíam ferramentas, mas ele não sabia bem como acoplá-las aos bonecos para brincar. Vendo a dificuldade do menino, o filho mais novo do casal (e que tinha doado a maioria dos brinquedos) se aproximou. Na hora, imaginávamos que ele pediria o brinquedo de volta, ou diria que era dele, algo do tipo, mas sem maldade nenhuma, apenas por ser criança. Mas a atitude dele foi outra: ele se aproximou do menino, pediu o boneco e os utensílios, e ensinou como deveria brincar. Foi um gesto simples, mas tão cheio de desprendimento e sinceridade que tocou a todos. Uma verdadeira lição de quem sabe, com toda pureza, “amar desinteressadamente”, “amar sem pretender”.


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