Começou a Escola Interamericana de Economia de Comunhão (EdC) para jovens, na Mariápolis Ginetta, em Vargem Grande Paulista, São Paulo, Brasil. Cerca de 60 participantes oriundos de países da América Latina, como Paraguai, Argentina, México, Colômbia, Bolívia, Guatemala e Brasil, além de representantes europeus da EdC, constroem uma experiência de comunhão que segue até o dia 30 de outubro.

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A programação foi aberta com a reflexão “Origens: a EdC nasce de uma carisma”, feita por Andréa Cruz, doutora em Ciências da Religião e integrante da comissão internacional da EdC. Ela situou fatos históricos que cercaram o nascimento mundial da EdC, culminando com os conceitos que norteiam essa prática e sistema de pensamento, os quais introduzem relações novas, partindo do amor agápico, não se colocando contra nada, mas oferecendo uma qualidade diferenciada ao ambiente econômico e empresarial.

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“A EdC surgiu nesta Mariápolis inserida no contexto do Movimento dos Focolares, portanto, também como expressão de um carisma, emergiu como resposta a demandas históricas e sociais”, reforçou. Andrea disse ainda que a EdC nasceu para fazer empresas e colaborar com a superação da desigualdade, mas não para ser vivida somente na dimensão material.

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Em seguida foi realizada uma dinâmica coletiva liderada pela musicista Nani Barbosa levando os participantes a se harmonizarem com a natureza que circunda a Mariápolis Ginetta, exercitando a escuta e não a fala, estimulados pela leitura do poema “Escutatória” de Rubem Alves.

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A programação da tarde teve início a partir de três questionamentos de Vittorio Pelligra, professor do Instituto Sophia e da Universidade Milão-Biccoca: O que quer dizer viver a comunhão em economia? Quem é chamado a viver assim? Como podem viver a comunhão as organizações de EdC? “O homem é um ser em relação e, portanto, é impossível pensar o homem dissociado da relação com os demais”, destacou.

O professor apresentou experimentos e resultados de pesquisas com cortes por idade, estágios de desenvolvimentos e outros aspectos que destacaram as motivações humanas quanto aos valores da cultura da partilha, assim como as quatro vias de fazer cooperação: seleção de parentesco, reciprocidade direta, reciprocidade indireta e seleção espacial. “A vocação das organizações da EdC é fazer emergir o melhor que há em cada ser humano, criando espaços de partilha, empatia e igualdade”, frisou.

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A programação do dia foi concluída com um painel formado por empresários de vários países e faixas etárias diferenciadas que responderam a questionamentos dos estudantes da escola, numa troca de experiências de práticas e reflexões sobre a realidade contemporânea e perspectivas futuras da EdC. As respostas percorreram situações de natureza ética, tomadas de decisões e realizações diversas da EdC no continente.

Finalizando, o empresário Armando Tortelli, do Paraná, sul do Brasil, ressaltou a importância de fazer alianças com organizações igualmente preocupadas com a redução da desigualdade social e outros empenhos civis nos mais diversos aspectos da vida e da sociedade.

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