OBRIGADO Rozário!

ROZARIO E OUTRAS FOTOS 153

Sempre se fala que cada tijolo da Mariapolis Ginetta poderia contar uma história. Com grande gratidão, hoje, recordamos um dos protagonistas desta história: Rozário Gaspar, esposo de Maria do Carmo. Após 43 de seu falecimento, seus restos mortais estão agora sepultados no mesmo jazigo onde repousa sua esposa, no cemitério da Mariápolis.

Desde o primeiro momento que Rozário e Maria do Carmo visitaram aquele que nos anos sessenta era apenas um terreno, manifestaram o desejo de ser construtores e moradores da cidadezinha que devia nascer.

A família Gaspar não mediu esforços de várias maneiras. Eles possuíam um sitio onde havia uma pedreira. Rozário mandava pedras tipo arenito para revestimento de paredes e de pisos das primeiras construções. Pedras essas que permanecem quase como marco histórico dos primeiros sinais da Providência. De Araraquara, onde eles moravam com os 5 filhos, também vieram as primeiras plantas para arborização do terreno. Rozário foi ainda eo primeiro contador que começou a organizar a contabilidade da Obra no Brasil. Por isso foi espontâneo que se chamasse Rua Rozário Gaspar, uma das ruas da Mariapolis , pois de fato, ele faz parte da sua história.

Rozário casou-se Maria do Carmo quando ela era ainda muito jovem. Após alguns anos conseguiram alcançar uma boa posição social e financeira. “Meu marido era cheio de atenções – ela contava – até me mimava. Tivemos 4 filhos já nos primeiros 5 anos de casamento, construímos uma casa linda, ampla”. Mas, conta ainda Maria do Carmo: “Eu amava muito tudo isso mas intimamente não me sentia satisfeita. Pouco a pouco tinha me acomodado, me tornado insensível àquela outra dimensão da vida, espiritual. O nosso matrimônio começou a entrar em crise”.

Em 1965 tudo mudou: num encontro do Movimentos dos Focolares Rozário e Maria do Carmo fizeram a descoberta do verdadeiro amor, o de Deus. “Começou uma nova fase na nossa vida. Parecia que o sol tinha voltado a brilhar, depois de um período de tempestade”.

Em Araraquara formou-se ao redor da família deles uma viva comunidade de jovens, adultos, famílias, religiosos e sacerdotes. Depois, repentinamente, quando os filhos eram ainda pequenos – a quinta,  Maria Chiara teve pouco mais de dois anos –  Rozário sofreu um acidente e partiu para o Paraiso. Era o dia 4 de fevereiro do 1973. Uma nova etapa iniciava-se, sustentada pela fé no Amor de Deus.  O ano depois, a família  transferiu-se para a Mariápolis nascente, com seus 20 ou 30 habitantes na época. O sonho da família ia se realizando.


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