Santos da nossa época: beatificação de Maria Cecília Perrín

 
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Maria Cecília Perrin_01Por ocasião da festa de Todos os Santos, apresentamos a vida exemplar e imitável de María Cecilia Perrín, depois de poucos dias do encerramento da fase diocesana da sua causa de beatificação.

“Na quinta-feira, 20 de outubro, realizou-se na sede da Arquidiocese de Bahia Blanca (Argentina), a cerimonia de encerramento da fase diocesana da causa de beatificação da Serva de Deus María Cecilia Perrín de Buide: leiga argentina, membro do Movimento dos Focolares, que faleceu com 28 anos de idade, depois de alguns meses do nascimento da filha Agustina. O arcebispo de Bahia Blanca, dom Guillermo Garlatti, declarou que se trata de um momento muito importante para a Igreja e para o Movimento dos Focolares”.

Nesses termos a Agência de Informação Católica Argentina (AICA), comunicou a notícia. A filha, presente na cerimônia, quis agradecer à Igreja e fez referência às palavras do papa Francisco que desejou que existissem muitos “santos usando jeans e tênis…”, como Cecilia Perrin. A sua fama de santidade, o heroísmo da sua confiança em Deus, o exemplo da sua vida cristã, e muitas graças que foram atribuídas à sua intercessão, deram início à causa de beatificação.

CeciliaMaría Cecilia Perrín nasceu em Punta Alta, província de Buenos Aires, no dia 22 de fevereiro de 1957, terceira de cinco filhos de Angela e Manolo Perrín. O ambiente no qual a jovem Cecilia cresceu havia profundas raízes cristãs: uma família na qual penetrou profundamente a espiritualidade de Chiara Lubich. Foi uma das primeiras famílias a aderir à espiritualidade do Focolare e Cecilia Perrin foi uma das primeiras gen, as jovens do Movimento.

Maria Cecilia Perrin_02No dia 20 de maio de 1983, após dois anos de namoro, Cecilia casou-se com Luís Buide. Em fevereiro de 1984, em estado de gravidez, os resultados de exames confirmam a existência de um tumor. Ela tomou a decisão de aceitar a vontade de Deus, apoiando-se em quatro pilares: uma fé profunda, o seu amor a Jesus Abandonado, o afeto do seu marido, dos seus familiares e amigos e a força da unidade com quem partilha o seu ideal de vida.

A diagnose não oferecia nenhuma saída. Não obstante tudo isso, ela sentia uma grande alegria pela nova vida que trazia no seio. Para salvar a vida de Cecilia, os médicos aconselharam o aborto terapêutico. Mas, ela não levou minimamente em consideração esta possibilidade, convicta – como cristã – do valor supremo da vida que ela carregava em seu seio.

Era professora e, em 1984, escreveu aos seus alunos: “Agora que o ano letivo está terminando eu gostaria de comunicar-lhes uma coisa que estou vivendo. Muitas vezes nós dizemos que Deus é Amor. Agora eu posso dizer-lhes que é a experiência mais profunda que estou vivendo. A situação é difícil, mas, vocês não imaginam o que significa abandonar-se a Ele e dizer-Lhe: ‘faça como você quer, esta é a sua vontade, manifeste como você quer’. Ele cobre tudo, tudo, o Seu amor se faz sentir, se faz realmente sentir. É como sentir o coração que explode. Parece uma loucura, porque não é algo que se possa entender com a razão: sofrer fisicamente e, para além deste grande sofrimento, sentir-se invadida por uma alegria que nunca termina. Sinto que no sofrimento uma pessoa se desprende de tudo e permanece somente com a parte mais íntima de si mesmo; e ali está Deus… E Ele é o Amor. Assim, descobre-se Deus e se aceita Deus, Ele plenifica e estreita a pessoa a Ele. Vocês sabem que o câncer é uma doença mortal, mas, eu posso garantir-lhes que para mim é algo que me dá a vida, que me fez ver a maravilha de vivê-la da maneira como Deus foi me mostrando. Vejam como é Jesus: se serve de caminhos assim, tão originais, para vir até nós…”

Maria Cecilia Perrin_03Consciente que morreria depois do parto, pronunciou decididamente o seu “Fiat”, serena diante de Deus, acompanhada por todos da comunidade do Movimento dos Focolares. Ela escreveu: “Hoje eu pude dizer o meu sim a Jesus. Para além de tudo, creio no Seu amor e que tudo é Amor Dele. Eu me confio a Ele”.

No dia 1º de março de 1985, María Cecilia Perrín de Buide faleceu, tendo apenas 28 anos.

Por um seu expresso desejo, foi sepultada no cemitério da Mariápolis Lia, na província de Buenos Aires. Na lápide se lê uma sua frase, dirigida a Jesus: “Os teus caminhos são uma loucura, esfacela a minha humanidade, mas, são os únicos que quero percorrer”.

Hoje, quem visita o pequeno cemitério na Mariápolis permanente do Focolare, não encontra um lugar de morte e desolação, mas, de esperança e de alegria.


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Commenti

  1. A experiência de Maria Cecília é esplêndida! Como se torna forte e se deixa conduzir por aquelas pessoas fortemente tocadas por Ele! Maria Cecília tem uma experiência semelhante à de Chiara Lucce Badano, ou seja, descobriu o tesouro que está contido na vida daqueles que se entregam de maneira totalitária e profunda no amor Divino. Esta é a vida que Chiara Lubich nos ensinou e doou, através de sua vida, de seu exemplo, mostrando-nos o que realmente vale nesta vida: amar.

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  2. Fiquei muito sensibilizado com o testemunho dessa jovem moça, aliás, estou entre lágrimas, que, num ato magnânimo de confiança, coragem, de muito amor, resolve, com apenas 28 anos de idade, dar a vida pela sua filha, se trata da senhora Maria Cecilia Perrín de Buide. Cada dia mis me vejo feliz como cristão caólico apostólico romano, pertencente à Sociedade do Movimento Focolares, carísma de Unidade entre os cristãos de outras denominações. Tudo é para a Glória de Deus, amém !!!

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