Um jugo leve e suave

 

Evangelho no dia a dia

Mariah, de Natal nos conta:

 

“Quando recebi o convite de minha irmã para o III Fórum de Humanidade Nova, sob o tema “A cultura do dialogo: construindo uma nova política”, realizado no dia 13 de agosto, eu havia entendido que seria um fórum voltado para políticas públicas, ou melhor, políticas de um modo geral.  Fiz convite aos meus amigos políticos, vereadores e candidatos do município vizinho. A única coisa que não esperava é que o fórum fosse um presente de Deus me preparando para um futuro bem próximo.

Algumas semanas antes, havia sido convidada pa assumir um cargo de coordenação e pelo cenário que se desenhava, eu disse não no primeiro momento. Durante o Fórum, sentindo uma presença concreta de Jesus em nosso meio, após escutar a sociólogo Vera Araújo, me veio um grande “estalo”. Tive a oportunidade de conversar com a Vera, que naquele dia foi nos falar sobre o amor que gera diálogo, e escutei muitas pessoas que, como eu, lutavam por uma humanidade nova. Lembrei do desafio que me havia sido proposto e entendi que deveria aceitá-lo.

Então, voltei ao trabalho e assumi uma coordenação em tempos muito difíceis. Uma “guerra” havia sido instalada entre funcionários e direção. Para piorar, os trabalhadores estavam insatisfeitos com atraso constantes nos salários e, com isso, resolveram entrar em greve. Nos meus primeiros encontros com o diretor, fui muito sincera. Procurei fundamentar a minha posição no amor. Lembrei-me de Corintos 13 e tudo que procurava fazer era entender o outro. Encontrei um diretor armado e acuado; então procurei manter um diálogo aberto e franco. Procurei analisar o contexto de cada um, os dos grevistas, os dos funcionários e do diretor.

Alinhamos algumas condutas e para não entrarmos em choque, lembrei-me do perdão, do amor ao próximo e, num “trabalho de formiguinha”, comecei a organizar o setor: realoquei funcionários, negociei com os grevistas, procurei manter o serviço com qualidade. Nem tudo foram flores. Muitas vezes, foi preciso praticar o perdão.

Aos poucos a situação foi melhorando e já era possível sentir um clima de harmonia no ar. Jesus trabalhou em silêncio nos corações das pessoas.

Certo dia, encontrei o diretor e ele me agradeceu por estar vindo trabalhar bem mais aliviado. Ele me agradeceu por devolvê-lhe a alegria de ir trabalhar, pois já não existia clima de discórdia, de desunião e reinava a paz. Aproveitei e falei um pouco da minha experiência de colocar o amor em primeiro lugar: o amor vence tudo. Foi um momento único em nossas vidas. Saí daquela sala confiante. A equipe está muito mais unida, trabalhando pelo um bem comum. E o cargo que, para mim, seria um fardo pesado, se tornou um jugo leve e suave.”

 

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