Escola Civitas é inaugurada em Alexânia – GO

 

No último dia 1º, foi a vez da cidade de Alexânia, em Goiás, inaugurar mais um curso de cidadania promovido pela equipe da Escola Civitas de Brasília, que desde 2014, tem levado o curso às cidades vizinhas do Estado de Goiás.

Essa irradiação no entorno de Brasília, em pequenas ou médias cidades de Goías tem sido fruto do empenho da Escola Civitas Brasília em atender aos apelos de Emaús e do Papa Francisco em “sair, juntos e preparados” e “buscar as periferias”, além disso a Civitas acredita que as pequenas cidades têm um grande poder de agregação e transformação, pois é nas cidades que as pessoas moram e convivem, se relacionam e o foco da Civitas são os relacionamentos.

A experiência de um prefeito fraterno 

O evento foi amplamente divulgado na cidade de 26.000 habitantes e contou com a presença do Presidente Nacional do MPPU e ex-prefeito de Itu-SP, Sérgio Henrique Prévidi, que proferiu a palestra de abertura, com o tema “Uma experiência de Fraternidade e amor recíproco, para todos”.

O salão estava repleto de alunos, comunidade e contou com a participação de várias autoridades civis e religiosas: o prefeito, Dr. Allyson, o vice-prefeito, Armando Rollemberg, a ex-prefeita, Cida , o secretário de educação e cultura, Michael Felix, o Superintendente de Cultura, Cristiano Castilho, os vereadores Tenente pereira e Matheus Ramos, e o Padre Wedson, sacerdote na cidade.

Sérgio Prévidi fez uma brilhante apresentação do tema começando por apresentar um breve histórico do Movimento dos Focolares além de contar sobre como nasceu o MPPU, em Nápoles, e de como se difundiu a ideia da Fraternidade como categoria política retomando o lema Liberdade, Igualdade e Fraternidade da Revolução Francesa. Explicou como, sem a Fraternidade, não podemos nem ser iguais, nem ser livres.

Previdi também compartilhou duas experiências de sua vivência como Prefeito de Itu, SP e, de como experimentou que é possível ser político servindo o povo, 24 horas por dia e resistindo às tentações do poder, trabalhando pelo bem comum.

Em determinado período de seu mandato, a cidade de Itu foi arrasada por um vendaval, destruindo praticamente tudo que construíra após ter comemorado o cumprimento do seu programa de governo. Foi quando entendeu que a  a missão do político, mais do que construir coisas, é construir solidariedade, fraternidade. E por isso, conseguiu reconstruir a cidade junto com a comunidade, no tempo e com os recursos que restavam. Assim, comprovou que a vocação do político é querer construir o bem comum. O cargo não pertence a ele, mas ao povo que o elege.

Outra experiência vivida em seus 4 anos como prefeito era uma reunião periódica onde lia um texto sobre a Fraternidade. Um dos participantes era um adversário, que hoje é o prefeito e colocou a Cidadania como matéria do currículo escolar.

Escola Civitas: bons cidadãos geram bons políticos

Previdi também destacou que formar bons político depende de formar bons cidadãos. De acordo com ele, é preciso melhorar o voto para melhorar a cidadania, só assim é possível ter uma política melhor. É preciso votar pelo coletivo, não por interesses pessoais. Afirmou que ser cidadão é cuidar de tudo bem, a começar das pequenas coisas. Daí a importância desses cursos de cidadania oferecidos pela Civitas Associação Cultural e de Cidadania.

As escolas de Cidadania, têm o dever de fazer uma transformação da cidade contribuindo para que os cidadãos e os políticos sejam melhores. O foco central dessas escolas é a Fraternidade, que é respeitar o diferente, o adversário. A mudança não começa de cima, começa da cidade, e a cidade é onde moram as pessoas que querem ser felizes.

Sérgio disse que viaja o Brasil divulgando a Fraternidade como algo que deve ser introjetado, tornado um hábito. Precisa ter força, coragem de melhorar, porque o outro é meu irmão. O amor que vai e que vem é que melhora a cidade.

A seguir foi aberto o microfone para perguntas e respostas. Enquanto PRévidi conversou sobre temas mais profundos com os políticos, na sala ao lado, alunos e monitores do curso conversaram sobre o programa, datas e horários, sendo firmado com eles um “contrato de convivência”, para nortear os relacionamentos e as atitudes durante o curso, e divididos os grupos para executar uma tarefa para a próxima aula e também desenvolver juntos o Projeto de Intervenção Local que permeia todo o curso.

Havia 75 alunos presentes, de várias idades, convicções e procedências, inclusive alguns das cidades vizinhas de Cocalzinho e Corumbá de Goiás, onde houve curso nos anos anteriores.

 


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