O sócio invisível na Economia de Comunhão

 

No último dia 6 de maio, aconteceu no Rio de Janeiro, a 3ª Oficina da Economia de Comunhão, promovida pelo grupo de pesquisa Produção e Economia de Comunhão da UNIRIO.

Além de uma experiência no âmbito econômico, o grupo também vive uma realidade ecumênica e inter-religiosa, por acolher participantes budistas, judeus, evangélicos e católicos. A partir dessa premissa, a escolha do tema se torna compreensível.

A temática se propunha a refletir sobre as diferentes intervenções do “sócio invisível”, na EdC, a partir de diferentes espiritualidades. O “sócio invisível” diz respeito aquela parcela de fé, de confiança em Algo maior, que incentiva e proporciona a resiliência nos empresários a partir de uma espiritualidade.

Para refletir sobre esses assuntos, os participantes tiveram como referenciais teóricos textos de Chiara Lubich, fundadora do Movimento dos Focolares e da EdC, Daisaku Ikeda e da Profª. Drª Helô Borges, que aprofundaram questões como a paz, a experiência dos empresários pioneiros da EdC e o diálogo inter-religioso.

Na partilha das reflexões, o grupo discutiu a importância de entender como “próximos” não apenas os amigos ao redor, mas também os distantes. Também compartilharam a ideia de que uma relação social só ocorre se o outro é aceito como sujeito e não como objeto, além de pontuarem questões como a fraternidade universal e a distribuição justa dos bens.

Experiência de vida

Uma das empreendedoras presentes, contou a todos sua relação com o sócio invisível.

“Minhas experiências com o sócio invisível foram fantásticas! Em meio a dor de supostamente uma empresa desgastada e sem horizontes, houve uma intervenção já creio eu do sócio com um convite para participar das reuniões mensais da EdC. Aceitei mas com muitas restrições e desconfiança! Fui com curiosidade pois achava uma utopia! Comecei a caminhar com desafios pela frente, mas encontrei uma família de irmãos com propósitos de unidade em meio a tantas diferenças.

Passei momentos de descobertas e fui avançando! Meu sócio (invisível), no meu caso como cristã é Jesus, foi me dando forças para acertar a empresa mesmo pequena com seus deveres de impostos, tributação, atendimento diferenciado com clientes e fornecedores exercitando cada dia a reciprocidade no amor.

Tirei um peso enorme dos ombros e continuo a luta. Muitas seduções continuam querendo me fazer retroceder, como fornecedores oferecendo sonegação todo o tempo, porque também estão no momento da dor e não encontraram um caminho.

Por outro lado, o mercado estimula o empreendedor a atrair o cliente custe o que custar. Na EdC aprendemos que o mais importante não é o lucro. O lucro faz parte, mas não pode ser o tudo. Hoje na minha loja os clientes são atendidos da mesma forma, comprem ou não. Sempre nos colocamos no lugar do outro e minha colaboradora experimenta também essa forma de acolher todos os que têm relacionamentos conosco.

Minha pequena empresa dá um passo de cada vez e procuramos fazer o melhor. Sinto que sou uma pequena semente e creio com esperança.”

 


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