Mariápolis em Salvador realiza painel inter-religioso sobre Maria

 

De 29 de junho a 2 de julho, pelo segundo ano consecutivo, realizou-se em Salvador a Mariápolis para todo o estado da Bahia. Com o tema “A minha noite não tem escuridão”, o congresso reuniu cerca de 300 pessoas provenientes de mais de 20 cidades, algumas a mais de 700 quilômetros de distância da capital baiana.

Contando com um número expressivo de jovens, 70 aproximadamente, a Mariápolis, segundo palavras de D. Estêvam, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Salvador que presidiu a missa de abertura, deixava vislumbrar, justamente pela presença marcante da juventude, um futuro promissor para o Movimento dos Focolares em terras baianas, impressão essa que o enchia de alegria.

Marcantes e ricos foram também os blocos de experiências, que revelavam como a espiritualidade de comunhão, como o ideal da unidade e a descoberta de Jesus Abandonado são capazes de oferecer uma “chave” para abraçarmos, darmos sentido e transformarmos as nossas dores pessoais e aquelas “chagas abertas” da humanidade.

A cidade que leva o nome do Salvador é também fortemente marcada pelo sincretismo e diversidade religiosa. Neste ano mariano, no qual a Igreja Católica no Brasil comemora os 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, unimos a universalidade da figura de Maria à vocação desta cidade à pluralidade e montamos um painel sobre Maria convidando amigos de várias expressões religiosas. A basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia, padroeira da Bahia, na pessoa de seu Pároco, Pe. Adilton Pinto Lopes, acolheu os 300 mariapolitas, na manhã de sábado, para a realização deste momento.

Pedimos aos nossos amigos que nos falassem de Maria a partir de sua tradição religiosa e de sua experiência pessoal com a pessoa de Maria. Do painel, participaram uma religiosa, Ir. Marli, das Escravas da Imaculada Menina, a Pastora Sônia, da Igreja Presbiteriana Unida, o Sheik Abdul Ahmad, do Centro Cultural Islâmico da Bahia, e Pai Raimundo, sacerdote do Centro Umbandista Paz e Justiça. Sem dúvida, este foi um dos momentos marcantes da Mariápolis, por congregar representantes de diferentes tradições religiosas, por vezes de relacionamentos marcados por incompreensões, medo ou preconceitos, testemunhando a fraternidade e a universalidade da mensagem de Maria, que revela Deus, que dissemina amor.

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