Uma corrente de amor no Brasil pelos mais necessitados

 

No último período recebemos quatro lindas experiências de pessoas das comunidades do Movimento dos Focolares pelo Brasil que colocam em prática aquela frase tão especial do Evangelho: “Tudo o que fizeres ao menor dos meus, é a mim que o fizeste”.

 

De Fortaleza, a Elineide nos conta: 

O evento “Com Deus, tem Jeito” foi um momento de grande unidade com os irmãos de rua e com as comunidades com as quais trabalhamos na organização por mais de 6 meses. Senti a presença de Jesus naqueles irmãos sedentos de cuidados. É como se “Jesus” me dissesse: é neste que deves me amar. Também foi marcante a presença de algumas mães destes moradores de rua, (sobretudo jovens) pedindo para que seus filhos fossem acolhidos pelas casas de recuperação. Nelas me vinha a figura de Maria Desolada junto à cruz. O evento foi para eles, mas nós que aprendemos a lição de fazer por Jesus no mais necessitado.

 

De Maceió, escreveu a Graça: 

Uma pedinte teve sua casa assaltada e levaram o botijão de gás. Na busca de ajudá-la, ao sair da missa, encontrei uma voluntária que se propôs a doar-lhe um, pois tinha dois. Uma pessoa se ofereceu para transportar o botijão até a casa; outra doou 20 reais; outra, 45 reais para encher o gás e ainda outra deu dinheiro para comprar alimentos. Formou-se assim uma grande corrente de amor para ajudar esta senhora”.

 

De Salvador, veio essa linda experiência da Luciene

No entorno da Catedral, onde trabalho, ficam sempre muitos pedintes. Alguns já sabemos o nome e conhecemos um pouco da história. Há alguns dias, durante a missa do meio-dia, vi um deles deitado na porta da igreja e fiquei incomodada com a cena. Não conseguindo me concentrar na missa, chamei um colega de trabalho, fomos até lá e descobrimos que ele não se sentia nada bem. Chamei o Serviço de Atendimento Médico Público, mas ao saberem que se tratava de um morador de rua, não queriam vir. Naquela semana havíamos meditado no núcleo que deveríamos ser como um “pão macio que se deixa consumir por Deus”. Lembrando disso, com toda paciência conversei com o médico. Quando ele se alterava, eu ficava mais calma ainda e conversava com ele sobre a necessidade de atender uma pessoa, independente de ser ou não um mendigo. O médico se convenceu e vieram fazer o atendimento. Voltei para missa e a proximidade com a Eucaristia me pareceu mais bela.

Entretanto, Jesus sempre surpreende! Estamos envolvidos na restauração de uma das igrejas da Paróquia e todo mês é sofrido fazer o pagamento dos trabalhadores da obra. Naquela mesma tarde, recebi na secretaria a visita de uma pessoa que doou R$ 5.000,00 para a igreja. Imagine, nesse tempo de crise! Ao receber o cheque era como se Jesus tivesse saído do sacrário e me dissesse: “foi a Mim que o fizeste”. Experimentei uma alegria indescritível fruto da manifestação de Amor de um Deus que está sempre à nossa frente.

 

De João Pessoa, nos escreveu a Maria Luiza: 

Um só coração e uma só alma: não havia distinção entre jovens, adultos e crianças; entre cultos e incultos. Revivemos a experiência dos primeiros cristãos. Era lindo ver crianças, adolescentes, jovens e adultos acolherem o morador de rua e de igual para igual, iniciarem um diálogo sincero e amoroso. Em todo momento me deparava com o belo sorriso, a alegria dos voluntários, proveniente do amor doado, que não espera recompensa. Testemunho para aquelas crianças que também se dispunham a amar, acompanhando outras crianças e ajudando-as a escolher seus brinquedos. Foi maravilhoso o engajamento de todos, numa demonstração da Igreja una: Focolares, Grupo da Sobriedade, Grupo Esperança Viva, Rute, a cabeleireira, etc. Cada um dava sua contribuição para que o reino de Deus avançasse entre nós, e, para a glória de Deus, aconteceu a Loja de Rua.    

Regolamento (500)