Ercília e Giampaolo: uma divina aventura na Costa do Marfim

 

“Há alguns anos tínhamos o desejo de fazer uma experiência na África e nunca foi possível por conta do trabalho. Mas este ano deu certo! Não sabíamos o que íamos encontrar. Apenas abrimos a nossa alma para amar, servir e nos fazer um com eles. Nesta dimensão, partimos!”, contou Ercília em entrevista para o site do Focolare.

Foi com essa simplicidade de quem só quer amar que Ercília e Giampaolo, um casal que atualmente reside na Mariápolis Ginetta, em São Paulo, partiu para uma divina aventura de pouco mais de 30 dias na Mariápolis de Man, na Costa do Marfim.

 

Logo nos primeiros dias ficaram encantados com a beleza e generosidade do povo e não com a miséria, como muitos podem pensar, mesmo se ela estava por toda parte.

“Chegando no país fizemos a viagem de carro de Abidjan (capital) até Man, cidade onde se encontra a Mariápolis. Pelo caminho encontramos uma miséria material jamais vista, mas também um povo integro, trabalhador e generoso. Depois de quase 10 horas de viagem por estradas cheias de buracos, chegamos na Mariápolis, onde fomos acolhidos com muito amor pelos focolarinos e focolarinas”, fez questão de destacar Ercília.

Na Mariápolis de Man há um hospital e este foi um dos primeiros locais visitados pelo casal. Ali escutaram uma experiência de unidade que transcende as fronteiras da Costa do Marfim.

O médico responsável contou a Ercília e Giampaolo que quando atende problemas fora da sua formação principal, a pneumologia, discute os resultados dos exames com médicos da Itália por meio da telemedicina, podendo assim cobrir as demais especialidades e ajudar a comunidade.

Dai-vos e vos será dado

E as experiências não cessavam! Ercília continua a contar:

“Vieram nos visitar dois sacerdotes focolarinos e eles nos falaram do calor que era a igreja sem ventilação e perguntaram o que era possível fazer na estrutura para melhorar, acreditando que o Giampaolo fosse engenheiro civil. Depois de ouví-los dissemos que o GP era engenheiro eletrônico. Logo percebemos a frustração deles. Quando foram embora ficamos com esta dor na alma e fomos para a missa. Saindo de lá o GP me disse: ‘não precisa mexer na estrutura. Bastaria uns 8 ventiladores. Se tivesse eu mesmo instalaria.’ No dia seguinte, o prefeito da cidade liga doando 10 ventiladores para a igreja! Entendemos que basta a disposição de amar. Deus faz o resto.”

A igreja em Man chega a receber 800 pessoas aos domingos, todas muito bem arrumadas para este momento que para eles é festivo.

Assim, durante este período, Giampaolo trabalhou com esta parte elétrica e Ercília se debruçou a estudar como rentabilizar a Mariápolis dentro da nova configuração, na qual a Mariápolis de Man deixou de ser ligada a vários países sendo agora ligada apenas à cidade de Man, muito pobre.

Somos todos um 

Durante a estadia em Man, tiveram a oportunidade de visitar um vilarejo onde há uma comunidade expressiva do Movimento dos Focolares. Ali foram recebidos com grande festa e ganharam até mesmo roupas típicas africanas. Uma forma da comunidade expressar que Ercília e Giampaolo eram também um deles.

“Foi lindo ver o amor e gratidão destas pessoas pelo Movimento e por Chiara. Uma generosidade sem tamanho! Nos deram tudo o que tinham de melhor: frutas, legumes e até uma galinha viva. Eles vivem como os primeiros cristãos. Mesmo se cada um tem a sua plantação, todo o resto é posto em comum e se um tem dificuldade na colheita, todos vão ajudar”, continuou Ercília.

Antes de partir para o Brasil, Ercília pode contar um pouco da sua experiência com a Economia de Comunhão em um evento, na capital.

O que mais me impressionou foi a dignidade do povo. Não pedem, não esperam nada, são generosos e têm sempre o que dar!”, finalizou.


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