10º encontro dos artistas dialoga sobre crítica de arte

 

Entre os dias 28 e 30 de setembro, um grupo de 38 artistas, ligados à espiritualidade da Unidade se reuniu na cidade de São João Del Rey, em Minas Gerais, para o 10° encontro anual.

Eles pertenciam a 8 estados diferentes do Brasil – Amazonas, Pará, Pernambuco, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – e de quase todas as áreas da arte: música, dança, teatro, cinema, vídeo, artes visuais, arquitetura, poesia e design.

“Fomos duplamente acolhidos: pela beleza da cidade – fundada nos primórdios do século 18 e possuidora de uma vasta gama arquitetônica, sobretudo do barroco brasileiro – e pelos proprietários da bela pousada que nos hospedou, situada num morro de onde se podia avistar toda a cidade”, escreveu o grupo.

A festa de boas vindas aconteceu na varanda da pousada com queijos, frutas vinhos e boa música. Ali, todos os amigos se reencontravam e aos novos eram dadas as boas vindas.

Na manhã de sábado, o programa começou com a apresentação dos artistas Nani Barbosa e do Gabriel Costa, com voz e piano em um momento de muita beleza.

Logo depois, percorreram juntos uma linha do tempo desses 10 anos de Encontro dos Artistas e deram início aos trabalhos de reflexão deste ano.

O assunto abordado dessa vez foi a Crítica de Arte e o do lugar do artista frente a ela.

“Como forma de trabalho, decidimos que esse conteúdo seria debatido e construído por todos e assim foi. Divididos em pequenos grupos e munidos de perguntas e provocações, trabalhamos juntos por algumas horas e depois nos apresentamos para todos, abrindo então um debate geral sobre esse tema, tão discutido no último ano em nosso país”, explicaram.

Na parte da tarde os participantes saíram pela cidade de São João del Rey para uma Oficina de Fotografia, clicando as belezas e particularidades da região.

As imagens produzidas fizeram parte, mais tarde, de uma produção coletiva, que teve algumas horas para ser preparada e que aconteceu na noite do sábado.

Nela, imagens fotográficas, vídeos, luzes, cenário, música e dança foram mescladas e produziram uma incrível performance, que contou com a participação de todos, além de um público restrito que pediu para estar presente.

Ainda na mesma noite, músicos e cantores se revezaram em apresentações espontâneas, por quase duas horas. Um maravilhoso final de noite!

No domingo de manhã, todos os artistas estavam tiveram um minuto para se apresentarem num autorretrato, da maneira que lhes agradasse. Poesia, canto, dança, e imagens surgiram, descrevendo a cada um de uma maneira eloquente e extremamente poética.

Depois, assistiram juntos aos 3 pequenos vídeos gravados por alguns membros do grupo para a Escola de Cidadania (projeto de cidadania encabeçado pelos Focolares) sobre a Arte Contemporânea e um debate se seguiu, onde questões como a fruição da arte, a arte como experiência e as transformações ocorridas na produção artística nas últimas décadas vieram à tona, em um diálogo extremamente franco e pautado pelo desejo de partilha do próprio pensamento e compreensões do assunto.

“Notamos que a heterogeneidade de nosso grupo é, a cada ano, mais contributo que obstáculo. O desejo de dialogar de forma aberta e generosa permeia todo nosso encontro, assim como os trabalhos realizados nesses dias e a experiência que nos propomos a viver ali dentro”, concluíram.

 

 

                      

 

 

 

 

 

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