Mariápolis na Fazenda da Esperança do Maranhão protagoniza uma vida nova com o carisma da Unidade

 

 

De 20 a 23 de junho, durante o feriado de Corpus Christi, aconteceu a Mariápolis da região do Maranhão, Piauí e Ceará, na Fazenda da Esperança de Coroatá, MA, com a presença de cerca de 160 pessoas. O tema deste ano foi “Espírito Santo, o amigo presente”.

A Mariápolis teve início com a procissão de Corpus Christi, percorrida sobre um “tapete” preparado nos mínimos detalhes pelos acolhidos da Fazenda, seguida de uma adoração, feita por vários grupos.

Baseado em um tema de Chiara Lubich, o tema sobre o Espírito Santo foi trabalhado nos encontros de grupos, que tinham como nome os dons do Espírito Santo. Uma oportunidade para aprofundar cada um deles.

“Essa foi minha primeira Mariápolis. Estou indo embora transformada, pois aprendi a amar meu inimigo e muito sobre o Espírito Santo em nós. A experiência que mais me marcou foi a parte da gincana que era sobre ouvir o outro e o quanto isso é importante”, escreveu uma das participantes.

Na programação, os participantes puderam conhecer mais sobre a Arte de Amar: um amor capaz de amar por primeiro, amar sem distinção, amar o inimigo, amar o outro como a si mesmo, amar procurando ver Jesus em cada um.

Todos os participantes selaram o compromisso de viver e levar esse amor na sociedade. Os frutos eram visíveis no esforço de cada um que não deixava passar as oportunidades de amar.

“O que ficou de aprendizado para mim foi o AMAR POR PRIMEIRO. Pois, para um homem que tempos atrás era descrente de Deus, não acreditava mesmo em Deus, então o amar por primeiro na minha vida é um milagre de Deus. Hoje, para tudo que vou fazer, sempre Deus em primeiro lugar. E o que levo como transformação para minha vida é: o Amor de Deus se manifesta na vida!”, escreveu outro participante.

No sábado, Dom Sebastião, Bispo de Coroatá, veio celebrar a missa e ressaltou a importância do trabalho em unidade que vem sendo feito pelo Movimento dos Focolares e pela a Fazenda da Esperança em prol desses jovens marginalizados que estão buscando uma saída das dependências e uma reinserção na vida da sociedade.

Pudemos contar com a presença do Pe. Luiz Menezes, atual presidente da Fazenda e dos demais membros da presidência que nos contaram suas experiências, sobre como nasceu a Família da Esperança e todo o serviço que vem prestando à sociedade em vários países.

A vida de Chiara Lubich, narrada por ela mesma, foi um dos pontos mais comentados nos momentos de partilha. Aliás, as filas para partilhar experiências eram enormes. Todos queriam compartilhar a alegria de estarem ali e o trabalho que Deus fazia em suas almas.

O quiz, a gincana e as apresentações de quadrilhas na festa junina deram uma leveza ao programa, criando oportunidades para que os participantes pudessem se conhecer reciprocamente e trocar experiências, além dos encontros de grupos e dos momentos de formação.

Os quatro dias de Mariápolis foram, de fato, uma experiência de Deus e a certeza de que o Amor, realmente, vence tudo. Os medos, preconceitos, diferenças, o orgulho, a vergonha… tudo isso perde espaço quando o único desejo é viver na fraternidade que gera a presença de Deus entre os homens.

Um dos acolhidos da Fazenda testemunhou ao final:

O que mais me tocou nessa Mariápolis foi falar sobre o “amar o inimigo”. Conto uma experiência muito forte que tive com meu pai: Três meses antes de vir para a Fazenda eu fiz um roubo na casa do meu pai. Eu estava “cego” por causa das drogas e aproveitei uma viagem que ele fez e roubei todos os móveis da casa dele. Dias se passaram e até achei que ele não tinha desconfiado de mim, até saber por meio de outra pessoa que ele tinha pago a um cara para me matar. Na hora não acreditei, mas depois descobri que era verdade. Após 4 meses aqui na Fazenda recebi a visitado meu pai e disse que o perdoava, mas foi só da boca pra fora, e mesmo falando com ele o considerava como um inimigo. Mas, hoje tenho a convicção de que devo perdoá-lo de coração. Vou fazer essa experiência porque ele é meu pai não devo guardar mazelas dele”


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