Tobias Barreto, em Sergipe, realiza sua primeira Mariápolis

 

Dos dias 29 de agosto a 01 de setembro, ocorreu na cidade de Tobias Barreto, localizada no interior sul do estado de Sergipe, a Mariápolis 2019, evento realizado anualmente pelo Movimento dos Focolares.

Contando com um número de 318 (trezentos e dezoito) inscritos, que junto com outros participantes, que não puderam estar presentes todos os dias, totalizou-se 340 mariapolitas, dos estados da Bahia, Sergipe e Alagoas.

O munícipio sergipano transformou-se verdadeiramente em uma Cidade de Maria, na qual a Lei do Amor, pautada principalmente nos valores do Evangelho, tornou-se a lei maior, fazendo com que um clima de paz e felicidade desmedida fizessem morada no coração de cada mariapolita.

Iniciamos na quinta-feira com a Missa que teve a presença de vários sacerdotes, entre eles o Monsenhor José de Souza Santos, que há 43 anos levou um grupo de jovens à cidade de Natal-RN, onde acontecia uma Mariápolis, a primeira de muitas daqueles jovens. Cabe ressaltar, ainda, que, em 43 anos de Movimento dos Focolares na cidade tobiense, esta foi a primeira Mariápolis realizada na capital nacional dos bordados, um antigo sonho do Padre Souza, assim carinhosamente chamado.

Dando-se continuidade, foi apresentada uma abertura riquíssima de diversidade etária, em que participaram desde os gen4 (crianças) até os setores adultos dos Focolares, dançando, atuando e doando seus dons cada um à sua maneira. Finalizamos o dia com o jantar.

É imprescindível lembrar que as refeições foram fruto de uma belíssima parceria, intermediada pelo nosso pároco Jodeclan, com o ECC, que não mediu esforços para prepararem saborosíssimas refeições, além de ótimas recepções, sempre com sorrisos nos rostos e uma vontade incrível de construir a presença de Jesus em meio a nós.

No segundo dia, começamos com uma belíssima meditação feita pelos focolarinos Juscelino e Carina, que aprofundaram sobre o Espírito Santo, concluído com fortíssimas experiências da ação do Santo Espírito quando nos deixamos guiar por Ele. Após, a focolarina Denise realizou uma dinâmica muito interativa, e, com ela, finalizamos a manhã.

À tarde, os grupos se encontraram em reuniões, a fim de aprofundarem e crescerem na vida de unidade. Já no fim da tarde, o focolarino Tiago e a focolarina casada Soraia, psicóloga, apresentaram um tema de formação humana, acerca da Ética e suas implicações. Após isso, houve a missa e, por fim, todos foram jantar.

Depois da janta, houve uma programação especial para os jovens, na qual muitos adultos também se sentiram cativados e participaram, que foi o Luau, realizado de improviso, mas que acarretou um lindo momento de convivência entre todos que presente estavam.

No terceiro dia, iniciamos a programação com o aprofundamento sobre o que é verdadeiramente ser Igreja, doado através da meditação feita por Maria José e Carlo Sebok, finalizada com algumas experiências. Após, todos foram convidados a um momento de convivência, visitando o comércio de nossa cidade, e aproveitando para que os laços feitos nos grupos no dia anterior fossem fortificados através de diálogos ao longo do caminho. Em simultâneo, para aqueles que não saíram, foi apresentado o filme que tratava da vida de Irmã Dulce, que tocou e cativou inúmeros mariapolitas, fazendo-os imergirem na dimensão do amor e da caridade daquela.

À tarde, os grupos se reuniram novamente, e após o encontro, os mariapolitas foram divididos em workshops, em que cada um buscou expressar os seus talentos e artes, tanto no teatro, no canto, na dança, quanto na poesia, nas artes tecnológicas e manuais. Essas oficinas ajudaram a compor à noite o belíssimo Mariapolital, onde cada um apresentou o trabalho que desenvolveu à tarde em seus respectivos grupos. Foi um momento mágico, de muitas risadas, onde era nítida a presença de Maria no rosto de cada um.

O último dia foi iniciado com a meditação acerca da comunhão, apresentado pela focolarina Ana Maria e o voluntário Francisco Júnior, que discorreram sobre os aspectos práticos e espirituais da vida em comunidade. Por fim, algumas experiências concluíram o belo aprofundamento.

Após um intervalo, tivemos a última missa, presidida pelo Bispo Dom Giovani, e concelebrada por outros sacerdotes que fizeram parte dos mariapolitas ao longo dos quatro dias. Finalizamos a Mariápolis com as impressões e uma retrospectiva em fotos e vídeos do quão belo foi viver o tema “Do eu ao nós” no decorrer daqueles dias, que ficaram eternizados na memória de cada um mariapolita.

Ao retornar do almoço no domingo, muitos e muitos mariapolitas,, cativados por aquele amor vivido durante a Mariápolis, decidiram se doar na desarrumação e harmonização do local onde fora sediada a Cidade de Maria. Foi muito belo ver o empenho de cada um, o trabalho tornou-se leve, e puderam ver mais rapidamente a conclusão do trabalho. Foi, de fato, uma linda experiência, que espelhou acertadamente o tema proposto da Mariápolis, do sair-se de si para a vida de unidade.

Abaixo, seguem algumas impressões:

“Fui para a Mariápolis para agradar minha esposa. Mas chegando lá, senti que a Mariápolis era para mim. Não me senti deslocado por ser evangélico, pelo contrário, me senti muito acolhido. Achei bonito o amor que o Movimento tem pela Igreja através do amor aos padres.”

Josefa Vieira/ Salvador: “Aprendi aqui o amor recíproco e levo comigo. O Amor foi a palavra chave que me fez crescer na espiritualidade e união com os irmãos.”

Djonatan: “Eu vivi uma experiência nova, simples, porem de redenção. A Mariápolis, para mim, é uma oficina de descobertas e tesouros ocultos, que faz com que as pessoas sonhem mais, amem mais.. e ajuda todos a conviver com as diferenças”

“A Mariápolis é um laboratório que prepara as pessoas para o crescimento profissional e para a vida.”

“Foram momentos especiais, de luz na minha vida. Um novo reencontro com Deus e o Espirito Santo. Ficou muito forte sobre os sacramentos, e com a força de Jesus em meio consegui me confessar depois de mais de 10 anos longe do sacramento. Senti-me renovada.”

“Ao chegar em casa fui logo pesquisando sobre a vida de Chiara Lubich e fiquei fascinada. Realmente uma grande mulher. Cheguei na minha igreja e fui dividir o que aprendi com alguns dos membros dizendo que eles deviam conhecer a vida de Chiara. Outro fato foi que cheguei cansada e quando estava no sofá tirando um cochilo, chegou um mendigo à porta pedindo ajuda, no momento quis dizer que não tinha, mas me lembrei dos ensinamentos da Mariápolis, do amor ao irmão, do necessitado, levantei e dei uma ajuda.”


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