Crianças dos Focolares entregam Menino Jesus em calçadão comercial de Juiz de Fora

 

 

No coração da cidade de Juiz de Fora, as crianças do Movimento dos Focolares realizaram a entrega dos Menino Jesus, confeccionados por elas mesmas, em gesso.

Realizada há muitos anos pelas crianças em todo o Brasil, essa ação é conhecida como “Desalojaram Jesus”, já que o Menino Jesus é entregue em uma pequena manjedoura com a mensagem de Natal escrita por Chiara Lubich, chamada Desalojaram Jesus (confira abaixo).

Quem passava pelo calçadão da Rua Halfeld, no Centro da Cidade, era surpreendido com as crianças e sua ação de Natal. Uma mensagem que se tornava ainda mais forte, diante do apelo comercial da região para essa data.

Com a entrega dos Menino Jesus, as crianças lembravam a todos que o Natal é a celebração do nascimento de Jesus e que Ele deseja renascer no coração de cada um e em todas as famílias.

“Nossas crianças viveram intensamente esse momento de evangelização enquanto doavam o Menino Jesus, e isso trouxe a eles uma grande alegria. Não faltou acolhida, alegria e muito amor!”, escreveu a comunidade de Juiz de Fora.

 

 

 

Mensagem Desalojaram Jesus – Chiara Lubich 

 

Aproxima-se o Natal e as ruas da cidade cobrem-se de luzes.
Uma fila interminável de lojas, uma riqueza fina, mas excessiva. À esquerda do nosso carro, uma série de montras chamam a nossa atenção. Do outro lado do vidro, a neve cai graciosamente: ilusão de óptica. Além disso, meninos e meninas em trenós puxados por renas e animaizinhos “criados” por Walt Disney.

E mais trenós, o Pai Natal, veadinhos, porquinhos, lebres, rãs, fantoches e anões vermelhos.

Tudo se move com elegância. Ah! Ali estão os anjinhos…
Não! São fadazinhas, inventadas recentemente
para enfeitar a paisagem branca.

Acompanhado pelos pais, um menino
põe-se em bicos de pés e observa, fascinado.

Mas, no meu coração, a incredulidade e,
depois, quase a revolta: este mundo rico
“apoderou-se” do Natal e de tudo o que o rodeia
e “desalojou” Jesus!

Aprecia, do Natal, a poesia, o ambiente,
a amizade que suscita, os presentes que sugere,
as luzes, as estrelas, os cânticos.

Aposta no Natal tendo em mira do maior lucro do ano…
Mas não pensa em Jesus.
«Não havia lugar para Ele na hospedaria…»,
nem sequer no Natal.

Esta noite não dormi.
Este pensamento manteve-me acordada.
Se voltasse a nascer faria muitas coisas.
Se não tivesse fundado a Obra de Maria,
fundaria uma que servisse para os Natais dos homens sobre a terra.
Imprimiria os mais lindos cartões de boas-festas do mundo.
Produziria estátuas e estatuetas com a arte mais requintada.
Gravaria poesias, canções passadas e presentes, ilustraria livros para crianças e adultos
sobre este “mistério de amor”,
escreveria argumentos para representações ou filmes.
Não sei o que seria capaz de fazer…
«Veio aos que eram Seus e os Seus não O receberam…».

Hoje, agradeço à Igreja que salvou as imagens.
Quando, há vinte e cinco anos,
num país onde dominava o ateísmo,
um sacerdote esculpia estátuas de anjos
para recordar às pessoas o Céu.Hoje entendo-o melhor. Exige-o o ateísmo prático
que invade agora o mundo, por toda a parte.
Não há dúvida de que este apoderar-se do Natal
e chegar até a expulsar o Recém-Nascido,
é uma coisa que angustia.

Que ao menos em todas as nossas casas
se grite Quem nasceu, preparando-Lhe uma festa sem igual.

 

Chiara Lubich


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