Reciprocidade em tempos de coronavírus

 

Elizabeth Osório nos conta:

 

Desde quando iniciamos este período de quarentena por conta do Covid-19, no prédio onde moro com minha mãe vimos realizar-se uma “competição de amor” desde a zeladora até os moradores.

A zeladora do prédio é muito amada por todos, pois não mede esforços para socorrer os que necessitam ajuda. No entanto, no início de abril ela se acidentou e não sabemos por quanto tempo estará afastada.

Pensei: como posso continuar a amar no seu lugar?

Tendo que manter o distanciamento social, pois tenho minha mãe de 91 anos, e também por estar entre o grupo de risco, me dispus a fazer parte da limpeza dentro das minhas possibilidades. Bem cedo, antes que os moradores começassem a circular, e devidamente preparada segundo as normas de higiene, fiz a limpeza desde o corredor do nosso apartamento até a saída do prédio.

Lembrei que amor chama amor e o Evangelho diz “dai e vos será dado”. Nesta semana de limpeza extraordinária para mim, Deus garantiu as Suas delicadezas de amor: meus sobrinhos enviaram pão e cucas feito por eles; meus irmãos nos trouxeram muitos limões e pratos feitos por eles. Reparti a lentilha que tinha feito e logo a moradora do apartamento vizinho trouxe canjica feita por ela. A síndica, sabendo da limpeza que eu estava fazendo, iniciou ela a fazer a outra parte e também já dividiu conosco uma sacola cheia de pinhão, e molho de tomate feito por ela.

Mais belo ainda é que, comunicando a minha experiência de fé com alegria escutei “Esse carinho e corrente de amor são muito importantes neste momento”, “somos privilegiados, Deus nos deu tudo o que precisamos, agora é fazer a nossa parte para ajudar quem precisa”.


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