No atual panorama mundial, que vive uma profunda transformação rumo a uma sociedade cada vez mais multicultural e multireligiosa, o Movimento dos Focolares está empenhado em promover o diálogo entre as religiões, a fim de que o pluralismo religioso da humanidade não seja causa de divisões e guerras, mas contribua para a construção da fraternidade e da paz no mundo.

Um exemplo deste diálogo acontece em São Paulo. Em 2016, uma sala repleta de pessoas muito diferentes – um reflexo da metrópole paulistana que os abriga – um testemunho harmonioso entre diversos líderes e membros das quatro grandes religiões monoteístas encantou a todos os presentes. Uma das casas do Movimento dos Focolares, acolheu cristãos, budistas, judeus e muçulmanos para dialogar sobre a misericórdia. Naquela sala, as palavras do Papa Francisco pareciam fazer todo o sentido: “a misericórdia possui uma valência que ultrapassa as fronteiras da Igreja” (Misericordiae Vultus n.23).grandes-religioes-01

Estavam presentes o Reverendo Kazuyoshi Nakahara e a ilustríssima Maria Hiromi ambos da Comunidade Budista da Risho Kossei-Kai ; o  Rabino Rogerio Curkierman da comunidade Judaica de São Paulo; Sheik  Houssam EL Boustani Imam da Mesquita de Guarulhos;  Cônego José Bizon, Diretor da Casa da Reconciliação da Arquidiocese de São Paulo e o Pastor Geraldo Graf da Igraja Evangelica de Confissão Luterana no Brasil.

 

 

Escuta e Harmonia 

A grande capacidade de escuta e harmonia entre todos, capaz de proporcionar uma oportunidade de conhecimento recíproco e de grande respeito, uma verdadeira conversa entre irmãos, entre amigos, foi o que sempre marcou os encontros de diálogo entre o Movimento e as grandes religiões.

Alguns milhares de seguidores de várias religiões (Judaísmo, Budismo, Islamismo, Religiões tradicionais e Hinduísmo) partilham, por quanto é possível, o espírito do Movimento, colaborando com seus objetivos.

Já há muitos anos, por exemplo, desenvolveu-se uma colaboração fraterna entre o Movimento dos Focolares e o movimento budista Rissho Kosei-kai, que conta com seis milhões de aderentes (Japão), com o movimento dos muçulmanos afro-americanos (EUA) e com vários movimentos de inspiração gandhiana do sul da Índia.

 

A origem

Em 1977, em Londres, Chiara Lubich recebeu o Prêmio Templeton para o Progresso da Religião. Narrou a sua experiência diante de personalidades de diversas religiões e teve a profunda sensação de que todos os presentes, embora de credos diferentes, fossem uma única família. Ao terminar, foram justamente os pertencentes às diversas tradições religiosas (budistas, muçulmanos, judeus, siks, hindus etc.) que se congratularam calorosamente com ela. Era uma evidência de que a espiritualidade do Movimento podia ser partilhada não apenas por cristãos, mas, de alguma maneira, também por pessoas de outras religiões. Estas circunstâncias foram, para Chiara, um sinal de Deus para perceber que o Movimento devia abrir-se ao diálogo com pessoas de qualquer tradição religiosa.

O alicerce

O diálogo que o Movimento dos Focolares promove tem seus fundamentos na espiritualidade e, em especial no amor, como ponto central. Essa espiritualidade encontra um reflexo imediato nas outras religiões e culturas, graças à Regra de Ouro: “Faça aos outros o que gostaria que fosse feito a você”. É exatamente na atuação da Regra de Ouro que se estabelece um diálogo frutuoso.

Veja o vídeo abaixo com uma resposta de Chiara Lubich em um congresso para muçulmanos em 2002.

Os efeitos do diálogo

A redescoberta das próprias raízes religiosas, daquilo que nos une e a experiência viva da fraternidade são alguns dos efeitos do diálogo realizado nesse espírito de comunhão, que leva a construir a unidade da família humana. É reforçado o compromisso comum de ser atores da unidade e da paz, principalmente onde a violência e a intolerância racial e religiosa buscam escavar um abismo entre os componentes da sociedade. Florescem significativas realizações humanitárias, feitas em comum.

Veja essa resposta de Chiara sobre a cultura do diálogo, em um congresso para muçulmanos em 2002.

Formação ao diálogo

Uma escola permanente para a formação ao diálogo interreligioso tem sede na Mariápolis permanente de Tagaytay (Manila – Filipinas), centro de encontro para a irradiação da espiritualidade na Ásia.

Clique aqui e entre em contato com o Movimento dos Focolares na sua cidade.