O Movimento dos Focolares deseja dar a própria contribuição para que caiam os muros que separam as Igrejas cristãs, abatendo preconceitos e construindo espaços nos quais os vários tipos de diálogo possam frutificar. 

O alicerce é o Evangelho vivido à luz da espiritualidade da unidade. Cristãos de várias denominações, vivendo esta espiritualidade, sentem o desejo de reconhecer e aprofundar o patrimônio comum, e valorizar as fontes de vida espiritual que se encontram nas diversas Igrejas cristãs.

Para que este diálogo chegasse também ao Brasil um caminho foi percorrido em alguns países da Europa.

A história

Esse diálogo tem suas origens em 1961, quando um grupo de evangélicos luteranos escutou pela primeira vez Chiara Lubich, em Darmstadt, na Alemanha. Ficaram tocados pela sua proposta simples, mas radical, de uma vida alicerçada sobre a Palavra de Deus. Mas é preciso destacar que ainda em 1955, por meio de um arquiteto suíço, o Movimento já iniciava um relacionamento com a Igreja reformada.

1996: Chiara Lubich com as focolarinas e os focolarinos anglicanos, o bispo anglicano Robin Smith, e o arcebispo George Carey.
1996: Chiara Lubich com as focolarinas e os focolarinos anglicanos, o bispo anglicano Robin Smith, e o arcebispo George Carey.

Seguiram-se os primeiros contatos com os anglicanos, antes do Concílio Vaticano II. Em 1966, Chiara Lubich encontrou o Primaz da Igreja da Inglaterra, Michael Ramsey. Todos os arcebispos de Cantuária, até o atual, Rowan Williams, encorajam a difusão da espiritualidade dos Focolares na Igreja anglicana.

Em 1967, ocorreu o primeiro encontro de Chiara com alguns dirigentes do Conselho ecumênico das Igrejas, em Genebra.

No mesmo ano, aconteceu também o primeiro encontro de Chiara com o patriarca de Constantinopla Atenágoras I, da Igreja ortodoxa. .

“Era o dia 13 de junho de 1967 – Chiara mesma conta –. Ele me recebeu como se sempre me tivesse conhecido. ‘A esperava!’, exclamou, e quis que lhe narrasse os contatos do Movimento com luteranos e anglicanos”. Foram um total de 25 as audiências de Chiara com Atenágoras I. Em seguida os relacionamentos continuaram com o Patriarca Demétrio I e os contatos com o atual patriarca ecumênico, Bartolomeu I, prosseguem no mesmo espírito de estima e amizade.

 

Uma experiência brasileira

Em São Paulo, o Movimento dos Focolares desenvolveu uma amizade muito profunda com membros da Igreja Metodista. Um pequeno grupo de católicos e metodistas se encontram regularmente e, por vezes, cuidam juntos da programação do Encontro Ecumênico anual realizado na Mariápolis Ginetta, que conta também com a presença de Anglicanos e membros de outras Igrejas. Em um desses encontros, foi possível presenciar um almoço de amigos entre o bispo da Igreja Católica, Don Odilo Scherer, e dois bispos da Igreja Metodista. Um testemunho concreto de ecumenismo para os participantes!

 

Um novo caminho ecumênico

Após 50 anos do início do trabalho de ecumenismo Movimento, delineou-se o “diálogo da vida”, verdadeira fisionomia da contribuição que o povo de Deus pode dar ao processo de aproximação, para ajudar a recompor a plena e visível comunhão entre as Igrejas cristãs.

Os frutos multiplicaram-se no mundo e no tempo. Gradualmente, o diálogo da vida tornou-se diálogo de povo. Hoje, no Movimento dos Focolares, estão cristãos de mais de 350 Igrejas e comunidades eclesiais. Entre estes estão também bispos, que todo ano se reúnem para viver juntos o Evangelho e incrementar a comunhão em Cristo.
Surgiram “Escolas ecumênicas” ou cursos de formação ecumênica, na Europa, no Oriente Médio e nas Américas.
Em Ottmaring, nos arredores de Augsburg (Alemanha), ainda em 1968 nasceu uma Mariápolis permanente ecumênica, desejada pelo Movimento dos Focolares e pela “Fraternidade de vida em comum”, fraternidade evangélica que assumiu como própria a oração de Jesus pela unidade (cf. Jo 17). Atualmente cerca de 120 pessoas moram na Mariápolis. Seu objetivo é tornar visível a unidade e dizer a todos que esta realidade já é possível, entre cristãos de diversas Igrejas.

 

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