O Brasil foi o primeiro país, depois das nações europeias, a acolher  a mensagem de unidade e fraternidade  do Movimento dos Focolares, num tempo quando ainda maiores de hoje estava a desigualdade social e na sociedade fervia a urgência de uma radical mudança social.

A novidade inovadora do Evangelho testemunhada com a vida das pessoas que chegaram da Italia no Brasil, encontrou no abraço brasileiro um terreno fecundo para disseminar também entre os mais necessitados a transformação que leva a fraternidade e o amor sem medidas.

 

Brasil: o berço da Economia de Comunhão

Foi aqui que, em 1991, Chiara Lubich, tocada pelos graves problema sociais, lançou as bases de uma verdadeira revolução no âmbito econômico com a Economia de Comunhão (EdC), projeto conhecido atualmente no mundo inteiro. E foi aqui, perto de São Paulo, que nasceu o primeiro “laboratório” da EdC: o Pólo empresarial Spartaco.

Mas a vida dos Focolares no Brasil não se desenvolveu apenas no campo da economia. Os seus reflexos encontram-se em vários campos no tecido social: educação, saúde, arte, psicologia.  Não falta uma incidência no campo cultural. Um exemplo é o grupo de pesquisa sobre “Direito e Fraternidade”, ativo desde 2009 no Centro de Ciências Jurídicas da Universidade Federal de Santa Catarina. Há uma atuação também na política, com o Movimento Político pela Unidade que faz da fraternidade a lei fundamental do empenho público de modo que seja um autêntico serviço ao bem comum.

São várias as atividades do Movimento, em todos os estados, imersos nas problemáticas mais urgentes: a escola de formação política Civitas, em João Pessoa; as ações de solidariedade dos Jovens por um Mundo Unido; as olimpíadas para adolescentes; os encontros para as famílias. Muitos são os fatos concretos, vividos em família, nos quais o Evangelho se mostra como remédio para transformar as muitas situações de luta e desilusões, as consequências dolorosas de separações e divórcios, e abertura às adoções, ao diálogo entre as gerações, com outras famílias e as necessidades da sociedade. Afrodescendentes, ainda quotidianamente feridos pelos preconceitos raciais, são sanados pela acolhida e valorização nas comunidades  do Movimento. Onde as antigas civilizações de índios reclama os seus direitos, há uma comunidade do Movimento que não fica indiferente e se faz aliada com a força do Evangelho.

Partem os navios…

Mas de onde nasceu esta vida? Voltemos brevemente o olhar ao passado. O primeiro brasileiro a ter contato com o ideal da unidade do Movimento dos Focolares foi o Pe. João Batista Zattera, em 1956, na Itália onde encontrou “a pérola” que estava procurando: “uma comunidade que, como nas primeiras, todos eram um só coração e uma só alma”. 

Dois anos depois (1958), chegam, em Recife, três focolarinos vindos da Itália: Marco Tecilla, Lia Brunet e Ada Ungaro. Eles logo comunicam a sua experiência em escolas, universidades, paróquias, associações, hospitais, famílias. E foi assim que esta terra quente e fértil abrigou a primeira comunidade local brasileira..

No ano de 1959, Chiara Lubich, recebeu uma carta entusiástica do arcebispo de Recife, Dom Antônio de Almeida Morais Junior, pedindo a abertura de centros do Movimento na sua cidade, os primeiros fora da Europa. O mesmo ano partem para Recife quatro focolarinas (Ginetta Calliari, Fiore Ungaro, Marisa Cerini e Violetta Sartori) e quatro focolarinos (Marco Tecilla, Enzo Morandi, Rino Chiapperin e Gianni Buselato).

Rapidamente o Movimento se espalha pelos estados do Nordeste e sucessivamente por todo o país, nas metrópoles e nos vilarejos, entre jovens e adultos, brancos e negros, ricos e pobres. A fraternidade leva à comunhão dos bens, a força do amor evangélico vence ódio, vinganças, violências. 

 

Em 1962 abre-se um centro em São Paulo. Nascem a Editora Cidade Nova e a revista Cidade Nova, instrumentos midiáticos para olhar o cotidiano sob a perspectiva da fraternidade.

Surgem muitas obras sociais como efeito de uma vida enraizada no Evangelho, como testemunham as experiências da Ilha de Santa Teresinha e Magnificat, no Nordeste; e do Bairro do Carmo,  do Jardim Margarida, e da Pedreira em São Paulo.

Aqui no Brasil  floreceram também  obras e iniciativas sociais  que não fazem parte do Movimento, mas são inspiradas no seu carisma, como a “Mission Belem” que recolhe os “sem abrigo” vitimas da droga e da prostituição; em Fortaleza, o CEU, o Condominio espiritual onde convivem 22 comunidades; e ainda a Fazenda de Esperança, a Casa do Menor, a Associação Rainha da Paz.

 

Surgem as Mariápolis Permanentes

Hoje existem centros em quase todas as 27 capitais dos estados e em muitas outras cidades.  Em 1965, nos arredores de Recife, nasce o primeiro centro pela formação espiritual e social dos membros dos Focolares, onde se desenvolve uma Mariápolis permanente, pequena cidade de testemunho do Movimento, com o nome de Santa Maria.

Dois anos depois surge em São Paulo a Mariápolis Ginetta,  para recordar uma das primeiras focolarinas, que teve uma função proeminente na difusão e no crescimento do Movimento no Brasil. Em seguida a de Belém, a Mariapolis Glória, e em Porto Alegre, o Centro Mariápolis Arnold, com um timbre ecumênico; e ainda o de Brasília, dedicado a Maria, Mãe da Luz.

Chiara Lubich sempre demonstrou um grande amor pelo Brasil e o seu povo. Em 1998, em sua última visita, um dos pais do Brasil democrático, o prof. Franco Montoro, dirigindo-se a ela durante um discurso proferido na Universidade de São Paulo (USP), reconheceu no pensamento e na obra do Movimento, não apenas no Brasil, um testemunho coerente que arrastou milhes de pessoas. Salvou os direitos do homem no tempo das ditaduras e, no boom da ciência, demonstrou qual tática deve guiar-nos. Promoveu o amor, a fraternidade universal.

 

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Em março de 2014, o Brasil recebeu a visita de Maria Voce – Emmaus – atual presidente do Movimento dos Focolares. Emmaus esteve no Nordeste, Norte e Sudeste do Brasil, onde se encontrou com as comunidades, conheceu obras sociais e inaugurou a cátedra Chiara Lubich, na Universidade Católica do Recife.

 

 

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