O Estatuto do Movimento dos Focolares prevê que ele seja sempre presidido por uma mulher, a fim de sublinhar o seu perfil mariano e a sua conotação predominatemente leiga e, deste modo “conservar o desígnio que Deus teve sobre ele, por ter confiado seu início e desenvolvimento a uma mulher”.

A atual presidente do Movimento dos Focolares é Maria Voce, conhecida como Emmaus.

Maria Voce – Emmaus 

Maria Voce esteve no Brasil pela primeira vez nos meses de março e abril de 2014. Visitou as comunidades, as cidadezinhas,  os Polos empresariais da Economia de comunhão, as obras sociais do Movimento nas regiões do Pernambuco,  Pará e São Paulo. No final da viagem declarou:

“Fiquei encantada com o Brasil e se quisermos dar um título para esta viagem eu usaria uma expressão de Chiara Lubich: “Bordados de luz”, porque tenho no coração todos os frutos maravilhosos da vida deste povo.”

Nasceu em Ajello Calabro (Cosenza – Itália), dia 16 de julho de 1937, primogênita de sete filhos. Seu pai era médico, sua mãe do lar.

No último ano do curso de Direito, em Roma (1959), conheceu, na Universidade, um grupo de jovens focolarinos, e ficou fascinada pelo testemunho evangélico dado por eles. Terminados os estudos exerceu a profissão em Cosenza, tornando-se a primeira mulher a advogar no fórum da cidade. Sucessivamente realizou estudos de teologia e direito canônico.

Em 1963 sentiu o imprevisível e “arrebatador” chamado de Deus a seguir a estrada de Chiara Lubich, ao qual respondeu com tempestividade. Deixou uma carreira promissora e foi para a escola de formação das focolarinas, em Grottaferrata (Roma). Chiara deu-lhe o nome de Emmaus, com o qual, desde então, tornou-se conhecida no Movimento. Nome que relembra o conhecido episódio dos dois discípulos que caminham com Jesus, após a ressurreição e que relembra o coração do carisma do Movimento: Jesus que se faz presente «onde dois ou mais estão unidos» em Seu nome.

De 1964 a 1972 esteve na Sicília, nos focolares de Siracusa e Catânia; de 1972 a 1978 fez parte da secretaria pessoal de Chiara Lubich e, nos dez anos seguintes, viveu no focolare de Istambul (Turquia), onde teceu relações em nível ecumênico e inter-religioso, em especial com o então Patriarca de Constantinopla, Demetrio I, e numerosos metropolitas, entre os quais o atual Patriarca Bartolomeu I, além de expoentes de várias Igrejas. Os seus contatos com os seguidores do Islã, nesta metrópole turca, de grande maioria muçulmana, foram caracterizados por um autêntico “diálogo da vida”.

A partir de 2000, e até a sua aprovação em 2007, colaborou diretamente com Chiara Lubich para a atualização dos Estatutos Gerais do Movimento dos Focolares.

Em 7 de julho de 2008 foi eleita presidente do Movimento dos Focolares. Desde o início indicou como estilo da presidência, o compromisso a «privilegiar os relacionamentos» e tender, com todas as forças, à finalidade para a qual o Movimento nasceu: buscar a unidade em todos os níveis, em todos os campos, percorrendo as vias do diálogo abertas por Chiara Lubich.

Em outubro de 2008 participou, e dirigiu a palavra, ao Sínodo dos bispos sobre “A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja”.

Em 24 de novembro de 2009 foi nomeada pelo papa Bento XVI, consultora do Pontifício Conselho para os leigos. Foi convidada pelo Patriarca Bartolomeu I a ir a Istambul, onde ele a recebeu em audiência no dia 27 de novembro de 2010.

Realizou numerosas viagens a fim de encontrar as comunidades do Movimento espalhadas pelo mundo, e continuar os contatos com personalidades do mundo civil e eclesial, do âmbito cultural e político, ecumênico e inter-religioso. Especialmente relevantes: África, em 2009 e 2016; Ásia em janeiro/fevereiro de 2010; Terra Santa, em fevereiro de 2011; América do Norte em março/abril de 2011; países da América de língua espanhola, março/abril de 2012; Austrália e Nova Zelândia, janeiro/fevereiro de 2013; Jordânia, agosto/setembro de 2013; Brasil, março/abril de 2014. Etapas importantes para reforçar os laços de amizade e colaboração empreendidos nos mais que 70 anos de vida do Movimento dos Focolares, e que deixam entrever novos desenvolvimentos no caminho da fraternidade.

Em Abril 2015 participou, nas Nações Unidas, do debate temático de alto nível “Promover a tolerância e a reconciliação”. “Reinventar a Paz” foi o título do seu discurso na sede da  UNESCO em Paris, por ocasião do 20° aniversário do prêmio educação para a paz à Chiara Lubich (15.11.2016).

 

Jesús Moran Cepedano  

Jesús Morán Cepedano foi eleito Copresidente do Movimento dos Focolares no dia 13 de setembro de 2014 pela Assembleia geral.

Nasceu no dia 25 de dezembro de 1957 em Navalperal de Pinares, Ávila (Espanha) e é de uma família de comerciantes que logo se mudou para Cercedilla,na Serra de Madrid.

Ao iniciar os estudos na universidade, encontra a mensagem do Evangelho proposta pelo Movimento dos Focolares por meio do testemunho de alguns contemporâneos. Realiza-se na novidade e na exigência revolucionária que a vida do Evangelho comporta. Decide doar-se a Deus na comunidade dos focolares em 1977. Depois de um período de formação, de 1979 a 1981 na cidadela de Loppiano (Itália), atravessa o oceano em direção à América Latina. De 1996 a 2004, foi delegado do Movimento no Chile e Bolívia. Lá, foi ordenado sacerdote no dia 21 de dezembro de 2002. De 2004 a 2008, foi corresponsável do Movimento no México e em Cuba.

Na Assembléia geral dos Focolares de 2008, foi eleito conselheiro geral e encarregado do aspecto da formação cultural dos membros do Movimento. É membro da “Escola Abba”, centro interdisciplinar de estudo dos Focolares, por sua competência em antropologia teológica e teologia moral.

É formado em filosofia pela Universidade Autônoma de Madrid e licenciado em teologia dogmática pela Pontifícia Universidade Católica de Santiago, Chile. Atualmente, está concluindo o doutorado em teologia na Pontifícia Universidade Lateranense, Roma. Publicou vários artigos sobre temas de antropologia filosófica e teológica.