Expressão no campo social do Movimento dos Focolares, o Movimento Humanidade Nova tem como objetivo fazer com que as pessoas, seja em seu compromisso cotidiano seja em ações esporádicas, atuem a revolução evangélica, de forma que possa penetrar nas estruturas, renovando-as e gerando esperança, confiança e positividade.

O Movimento Humanidade Nova nasceu em 1968 e tem os seus principais animadores e sustentadores nos voluntários de Deus. São homens e mulheres comprometidos na linha de frente para a atuação das palavras do Evangelho, nos mais variados âmbitos sociais, culturais, econômicos e políticos, para dar respostas concretas aos desafios da sociedade contemporânea.

Em 1983, estando já maduro e difundido, o Movimento Humanidade Nova saiu à vida pública, com um evento no Palaeur de Roma, do qual participaram mais de 15 mil pessoas, dos cinco continentes. Apresentando a João Paulo II os frutos do ideal da unidade na sua ação em campo social, Chiara Lubich descreveu assim os participantes: pessoas que desejam “testemunhar ao mundo que as circunda, com a própria vida e com a evidência dos fatos, a formidável incidência que o Evangelho tem também sobre o aspecto mais terreno da vida, individual e social, isto é, a contribuição que a Palavra de Deus, colocada em prática, é capaz de oferecer para a construção da cidade terrestre”.

Fazem parte de Humanidade Nova pessoas de todas as crenças e condições, pessoas que querem contribuir para dar uma alma à sociedade contemporânea, renovando homens e estruturas. Justamente pelo aporte que o Evangelho dá “à construção da convivência civil, revigorando-a e transformando-a com o espírito da unidade, em todos os seus âmbitos” – como se lê no artigo 4 do Regulamento de Humanidade Nova – as pessoas que dele participam, continua o artigo, reconhecem em todas as chagas e divisões da sociedade o grito de abandono de Jesus, e, confiando na promessa que Ele mesmo fez – “Onde dois ou três estão reunidos em meu nome, eu estou no meio deles” -, agem unidos para responder com amor ao Seu grito. Almejam suscitar a reciprocidade até chegar à unidade, cooperando com ideias e ações, para renovar relacionamentos, ambientes, estruturas, até influir nos aspectos políticos e legislativos. Consideram o canto do Magnificat a sua “Carta Magna”, e confiam a Maria, Rainha dos Povos, a sua ação.

Humanidade Nova, “articula-se em ‘mundos’, que representam o conjunto dos vários âmbitos da vida social, com todas as pessoas envolvidas e as diversas categorias que neles atuam”. Por exemplo, do mundo da saúde fazem parte médicos, enfermeiros, doentes; o mundo da educação inclui professores, serventes, pais, e assim por diante, para todos os outros âmbitos, da política à economia, do direito à arte.

Um de seus últimos desenvolvimentos está voltado, de modo mais específico, ao contexto urbano: o Projeto Cidade, com o qual abre-se um caminho de amplo diálogo dentro da sociedade civil, com associações, as diversas formas de voluntariado e as instituições, por meio de iniciativas sociais, culturais, políticas. Trata-se de um laboratório de fraternidade, dentro do qual é possível descobrir a beleza de pensar e trabalhar juntos por um projeto comum, com a coragem de enfrentar as grandes questões da humanidade, como o respeito da pessoa em todos os seus aspectos, da vida e do ambiente, mas também a paz e a justiça, para tornar a comunidade do mundo mais vivível e mais bela.

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